
A Microsoft obteve uma receita de US$ 81,3 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, encerrado em 31 de dezembro de 2025, um aumento de 17% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A empresa superou as estimativas de receita em US$ 1 bilhão e as estimativas de lucro em quase 20 centavos por ação. Mesmo assim, nada disso impediu que suas ações caíssem 3% após o fechamento do mercado na quarta-feira.
Por quê? O crescimento mais lento na computação em nuvem foi suficiente para esfriar o entusiasmo dos investidores, mesmo com todos os outros números apresentando resultados positivos.
O lucro por ação da Microsoft ficou em US$ 4,14 em uma base ajustada, em comparação com os US$ 3,97 esperados. Em uma base GAAP, foi ainda maior, chegando a US$ 5,16. O lucro líquido saltou 60%, para US$ 38,5 bilhões, segundo os princípios contábeis geralmente aceitos (GAAP). Em uma base não-GAAP, alcançou US$ 30,9 bilhões, um aumento de 23%.
A mudança na apresentação dos resultados teve um papel importante nisso. Em 2024, os investimentos na OpenAI reduziram o lucro líquido da Microsoft. Mas, neste último trimestre, essa mesma participação agregou US$ 7,6 bilhões em valor. Essa reversão ajudou a impulsionar os lucros em todas as áreas.
Satya Nadella, CEO da Microsoft, afirmou: "Estamos apenas nas fases iniciais da difusão da IA, e a Microsoft já construiu um negócio de IA maior do que algumas de nossas maiores franquias."
Isso ocorreu após a Microsoft confirmar que sua receita com serviços em nuvem ultrapassou US$ 50 bilhões, um aumento de 26% em relação ao ano passado. Amy Hood, diretora financeira da empresa, afirmou: "Superamos as expectativas em receita, lucro operacional e lucro por ação."
A obrigação de desempenho comercial restante da Microsoft, ou seja, a receitatracfutura ainda não contabilizada, atingiu US$ 625 bilhões, mais que o dobro do ano passado. Esse salto expressivo ocorreu após a OpenAI investir US$ 250 bilhões nos serviços de nuvem da Microsoft. A OpenAI sozinha agora responde por 45% desses US$ 625 bilhões.
A receita do Azure e de outros serviços em nuvem cresceu 39%. Esse resultado ficou em linha com as previsões dos analistas, mas ligeiramente abaixo do crescimento de 40% observado no trimestre anterior. A Nuvem Inteligente, segmento que inclui o Azure, gerou US$ 32,9 bilhões, um aumento de 29%.
A Microsoft também destacou seu segmento de Produtividade e Processos de Negócios, que gerou US$ 34,1 bilhões, um aumento de 16%. Dentro desse segmento, a receita da nuvem comercial do Microsoft 365 subiu 17%, a do Microsoft 365 Consumer disparou 29%, a do LinkedIn cresceu 11% e a do Dynamics 365, 19%.
Nem tudo foram flores. A divisão de Computação Pessoal da Microsoft faturou US$ 14,3 bilhões, uma queda de 3%. A receita com conteúdo e serviços do Xbox caiu 5%, e mesmo com um pequeno aumento de 1% nas vendas de dispositivos e equipamentos originais (OEMs) do Windows, o desempenho geral da categoria foi fraco.
Do lado positivo para os investidores, a Microsoft devolveu US$ 12,7 bilhões aos acionistas por meio de dividendos e recompra de ações no trimestre. Isso representa um aumento de 32% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
Segue abaixo a detalhada que mostra o impacto do investimento da Microsoft na OpenAI nos números GAAP e não-GAAP:
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