
A fintech britânica Revolut cancelou os planos de fusão com um banco americano e, em vez disso, solicitou uma licença bancáriadent nos Estados Unidos. A empresa de serviços financeiros, com sede em Londres, manteve conversas com autoridades americanas sobre a solicitação de uma licença por meio do Escritório do Controlador da Moeda (OCC, na sigla em inglês), na esperança de acelerar o processo.
A Revolut enfatizou a importância do mercado americano para sua estratégia de crescimento global, ressaltando que seu plano de longo prazo é estabelecer um banco nos Estados Unidos. A empresa também afirmou que continuará a explorar ativamente todas as opções, incluindo o nos .
Anteriormente, a Revolut buscava adquirir um banco americano com carta patente nacional, o que teria permitido ao conglomerado resultante oferecer serviços bancários nos 50 estados. A empresa esperava que o processo fosse tranquilo devido à iniciativa de desregulamentação do governo do presidente dent Trump.
Na época, a Revolut preferiu uma aquisição a solicitar uma licença bancária por conta própria, pois isso aceleraria sua expansão nos EUA.
Aparentemente, a equipe da Revolut mudou de ideia sobre a aquisição depois de concluir que uma fusão seria complicada se tivesse que manter agências físicas em funcionamento. Uma aquisição também exigiria que a fintech se envolvesse com os reguladores dos EUA, que precisariam aprovar mudanças na estrutura de propriedade da instituição financeira visada.
Entretanto, a Revolut acredita que os EUA possuem um setor bancário tradicional mais amplo e um grande número de consumidores ricos que os bancos sediados no Reino Unido procuram atingir.
A decisão surge num momento em que as fintechs britânicas, segundo relatos, estão de olho nos EUA como um mercado potencial de crescimento, em meio a uma desaceleração significativa no crescimento do consumo no mercado interno. No entanto, o processo de solicitação de uma licença nacional junto ao OCC (Office of the Comptroller of the Currency) pode levar anos.
Por outro lado, o governo Trump revogou uma regra da OCC (Office of the Comptroller of the Currency) da era Biden que impunha uma supervisão rigorosa das fusões bancárias.
Executivos de fintechs afirmam ter notado uma mudança na postura do OCC (Office of the Comptroller of the Currency) e muitos estão incentivando suas empresas a solicitarem a licença bancária. Dados do escritório de advocacia Freshfields revelam que 14 pedidos foram submetidos ao OCC para a obtenção de uma nova licença para se tornar um banco fiduciário nacional de propósito específico, muitos deles provenientes de fintechs.
A Revolut também busca competir com algumas fintechs da América Latina, tendo solicitado uma licença bancária completa no Peru. A licença permitiria à empresa sediada em Londres lançar uma gama de serviços e produtos localizados, oferecendo aos peruanos maior controle financeiro.
Enquanto isso, o Peru é, segundo relatos, o quinto país da região em que a Revolut entrou. A empresa já obteve aprovações no México, Colômbia, Brasil e Argentina. Por outro lado, o SBS, órgão regulador bancário nacional do Peru, afirma que o país possui um sistema financeiro altamente concentrado, com apenas quatro dos maiores bancos respondendo por mais de 82% do total de empréstimos.
“Nossos principais concorrentes serão os bancos já estabelecidos, porque não há grandes novos players como o Nubank ou o Mercado Pago… Vejo-nos como uma forma de aumentar a concorrência e melhorar a experiência da população bancarizada e não bancarizada no Peru.”
– Julien Labrot , CEO da Revolut no Peru
Segundo Labrot, a Revolut oferece serviços notáveis de remessas e multimoedas, o que lhe confere uma vantagem competitiva no Peru. Ele também observa que aproximadamente 1 milhão de peruanos dependem de remessas do exterior para sobreviver.
Entretanto, a expansão faz parte de um esforço mais amplo da empresa para alcançar 100 milhões de clientes em todo o mundo, um salto significativo em relação aos atuais 70 milhões. A Revolut também espera gerar mais de US$ 100 bilhões em receita anual à medida que continua a penetrar em mais mercados globais.
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