
Moscou está começando a construir um satélite que, segundo relatos, foi projetado como uma alternativa russa à constelação de satélites de internet Starlink, de Elon Musk.
De acordo com o chefe da agência espacial do país, o dispositivo será usado para mapeamento digital e para fornecer comunicações a áreas distantes.
A Rússia está se preparando para estabelecer seu próprio sistema de satélites, que pretende se tornar o equivalente nacional do Starlink, desenvolvido e operado pela empresa SpaceX, do empresário americano de tecnologia Elon Musk.
O país está se preparando para começar a produzir satélites para a rede, anunciou Dmitry Bakanov, diretor-geral da Corporação Estatal Russa para Atividades Espaciais “Roscosmos”, em entrevista ao Canal Um, controlado pelo Estado, antes do fim de semana.
Segundo a imprensa russa, o satélite chamado "Zorkiy" é a espinha dorsal do projeto "Rassvet", concebido como uma resposta ao Starlink americano.
Citado também pela agência de notícias oficial TASS no sábado, Bakanov detalhou que a produção começará em 2026 e que mais de 300 unidades formarão um grupo orbital ao redor da Terra até 2027.
Ao demonstrar o dispositivo, o representante oficial dacosmos anunciou:
“Aqui está o satélite 'Zorkiy'. É um aparelho que captura imagens do espaço e, com base nessas imagens, são criados mapas digitais que são usados para navegação por veículos não tripulados… Este ano, a produção em série deste equipamento terá início.”
Bakanov acrescentou que o sistema de satélite também facilitará as comunicações em regiões remotas, onde as conexões terrestres tradicionais são inexistentes ou instáveis, e explicou:
“É crucial também fornecer comunicações a todas as áreas não cobertas por redes terrestres. Temos aqui hoje um produto russo desenvolvido precisamente para esse fim. Trata-se de um terminal para acesso à internet de banda larga em qualquer lugar da Terra.”
Assim como a Starlink, a rede Rassvet será composta por satélites em órbita baixa da Terra, o que reduz significativamente o custo da transmissão de dados em comparação com os satélites geoestacionários.
A órbita baixa permite imagens de alta resolução e conexão de internet via satélite. Em entrevista na TV nacional, o CEO dacosmos apresentou um módulo que fornece acesso de banda larga ao espaço online.
No entanto, a agência publicou no Telegram um trecho da reportagem em vídeo com os comentários de Bakanov, que haviam sido citados por diversas publicações russas, e esclareceu:
“Anteriormente, veículos de comunicação noticiaram que o chefe dacosmos chamou o Zorky de análogo do Starlink no Canal Um. Essa interpretação é imprecisa. O Starlink é um sistema de comunicação via satélite. O Zorky-2M é um satélite de sensoriamento remoto da Terra.”
A rede Rassvet, considerada o equivalente russo da Starlink, transformará o comando e controle das tropas, enquanto os satélites Zorkiy melhorarão a eficiência de ataques de alta precisão, revelou o especialista militar russo Yuri Knutov em entrevista ao jornal Vzglyad.
Citado também pelo jornal Izvestia no domingo, Knutov deixou claro que o sistema de satélites atenderá principalmente a objetivos militares e facilitará sobretudo as comunicações das forças russas em terra, enfatizando:
“Trata-se da criação de um sistema global automatizado de comando e controle de tropas, onde cada membro das forças armadas poderá receber informações e transmitir coordenadas diretamente para o satélite.”
Quanto à sua aplicação civil, o Rassvet fornecerá acesso à internet em certas regiões da Federação Russa e ampliará as comunicações com embarcações civis, confirmou ele.
Se seus satélites forem posicionados em órbitas ideais, o sistema deverá melhorar significativamente a confiabilidade das comunicações e da navegação, especialmente no Ártico, acrescentou o especialista.
Embora admita as capacidades limitadas do Rassvet, em comparação com o Starlink, Knutov descreveu-o como um passo significativo para a Rússia, com o objetivo de superar a rede de satélites OneWeb, sediada no Reino Unido, que serve entidades corporativas e unidades militares.
O acesso ao Starlink proporcionou às Forças Armadas da Ucrânia, que lutam contra uma invasão russa em grande escala desde 2022, uma vantagem significativa no campo de batalha, onde as comunicações via satélite e os veículos aéreos não tripulados, ou drones, se mostraram indispensáveis.
Starlink de segunda geração adicionais pela SpaceX , elevando o total de satélites autorizados para 15.000, conforme relatado pelo Cryptopolitan.
No mês passado, a China solicitou à União Internacional de Telecomunicações (UIT) a atribuição de posições orbitais e frequências para mais de 200 mil satélites. A medida é vista como uma tentativa aparente de desafiar o domínio da SpaceX e dos Estados Unidos nesse setor e mercado.
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