
Os presidentes de sete comissões parlamentares enviaram uma carta no domingo, 11 de janeiro, solicitando que o governo do Reino Unido considere a proibição total de doações em criptomoedas para partidos políticos no país.
Na sequência desse pedido, um meio de comunicação local observou que essa medida aprofunda as discussões que vêm ocorrendo há vários meses sobre o uso de criptomoedas nas eleições britânicas.
Em relação à recente decisão dos presidentes das comissões do Reino Unido, um relatório observou que a carta enviada mencionava que as doações em criptomoedas impactam negativamente o financiamento político, pois representam uma ameaça à transparência, trac e fiscalização nesse tipo de financiamento. Vale ressaltar que Liam Byrne, presidente da Comissão de Negócios, Energia e Estratégia Industrial, juntamente com outros seis membros, assinaram a carta antes de enviá-la.
Devido à gravidade da situação , os repórteres entraram em contato com Byrne para esclarecimentos sobre o assunto. Em um comunicado, ele afirmou: “As criptomoedas podem ocultar a verdadeira origem dos fundos, permitir muitas doações de pequeno valor que não atingem os limites de divulgação e abrir a política do Reino Unido à influência estrangeira. A Comissão Eleitoral alertou que a tecnologia atual torna especialmente difícil gerenciar esses riscos.”
Curiosamente, fontes salientaram que esta não é a primeira vez que o governo trabalhista considera impor uma proibição às doações em criptomoedas. No início de julho de 2025, Patrick McFadden, Secretário de Estado do Trabalho e Pensões, afirmou publicamente que o governo estava avaliando cuidadosamente essa decisão. Com essa medida recente, analistas argumentaram que o apelo exerce uma pressão ainda maior sobre o governo trabalhista.
Ministros do Reino Unido também se pronunciaram sobre o tema em discussão. Expressaram a convicção de que as doações em criptomoedas representam uma ameaça à integridade eleitoral, uma vez que é difícil tracsua origem. Contudo, mesmo com essa afirmação, esses ministros reconheceram que os complexos procedimentos e regulamentações necessários para impor uma proibição implicam que essa restrição não será incluída no Projeto de Lei Eleitoral, que deverá ser divulgado em breve.
Enquanto isso, enquanto os presidentes das comissões do Reino Unido pressionam o governo a considerar a proibição de doações em criptomoedas para partidos políticos, relatos revelaram que Nigel Farage, membro do Parlamento por Clacton e líder do Reform UK, declarou em maio do ano passado que seu partido estaria na vanguarda do recebimento de doações em BTC e outros ativos digitais.
Os debates sobre doações em criptomoedas se intensificaram em dezembro de 2025, quando a Comissão Eleitoral divulgou um documento alegando que a Reform UK havia aceitado uma doação em criptomoedas no valor de £ 9 milhões, ou aproximadamente US$ 12 milhões, de Christopher Harborne, um investidor em criptomoedas radicado na Tailândia que detém cerca de 12% da Tether.
Após esse anúncio, vários analistas argumentaram que a maior parte da riqueza do investidor se originou de seus investimentos significativos no setor de criptomoedas, apesar de ele ter doado moeda tradicional em vez de criptomoedas.
Em resposta a essa alegação, o Partido Trabalhista e os Liberais Democratas decidiram conduzir uma investigação minuciosa sobre o assunto.
Entretanto, vale ressaltar que o pedido dos presidentes do comitê do Reino Unido ao governo para impor uma proibição às doações em criptomoedas surge num momento em que o país está desenvolvendo sua estrutura regulatória geral para criptomoedas.
Para corroborar essa afirmação, reportagens de dezembro apontaram que o Parlamento do Reino Unido aprovou uma regulamentação que considera as criptomoedas como propriedade. As reportagens também mencionaram que o Parlamento pretende regulamentar esses ativos digitais, de forma semelhante aos produtos financeiros tradicionais, até 2027.
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