O JP Morgan prevê que o alumínio terá um preço médio de cerca de US$ 3.500 por tonelada no segundo semestre de 2026.
13 Abr (Reuters) - O JP Morgan prevê que os preços do alumínio terão uma média de cerca de US$ 3.500 por tonelada métrica no segundo semestre de 2026, afirmou na segunda-feira.
O banco também previu um déficit de 1,9 milhão de toneladas de alumínio primário em 2026, impulsionado por uma redução de 2,4 milhões de toneladas na oferta do Oriente Médio. Ressaltou que esse seria o maior déficit desde 2000, considerando o tamanho total do mercado.
O JP Morgan observou uma perspectiva básica na qual os preços à vista do alumínio têm potencial de alta para atingir US$ 4.000 por tonelada ou mais nos próximos meses, acrescentando que espera um preço médio de US$ 3.800 por tonelada no segundo trimestre deste ano, à medida que a dimensão da interrupção do fornecimento se torna cada vez mais evidente no mercado físico.
"No entanto, permanecemos um tanto cautelosos quanto à longevidade da negociação dos preços do alumínio nesses níveis, dados os riscos de demanda decorrentes de preços mais altos, indisponibilidade de oferta e tendências inflacionárias mais amplas que podem se consolidar ainda este ano", afirmou o banco em sua nota.
Os preços do alumínio dispararam para o nível mais alto em quatro anos na segunda-feira, depois que Washington anunciou que imporia um bloqueio marítimo (link) do Irã, reacendendo os temores sobre uma oferta mais fraca dos principais produtores do Golfo.
O alumínio de referência para entrega em três meses CMAL3 na Bolsa de Metais de Londres subiu 1,7%, para US$ 3.558 a tonelada às 09h30 GMT, após atingir US$ 3.578, sua maior cotação desde 31 de março de 2022. MET/L
Antes dos ataques norte-americanos e israelenses contra o Irã neste ano, a região do Golfo era responsável por cerca de 9% do fornecimento global de alumínio.
Artigos recomendados












