Por Samia Nakhoul e Maha El Dahan
DUBAI, 6 Abr (Reuters) - Anwar Gargash, autoridade dos Emirados Árabes Unidos, disse que qualquer acordo sobre a guerra entre EUA e Irã precisa garantir o acesso pelo Estreito de Ormuz, alertando que um acordo que não consiga controlar o programa nuclear do Irã e seus mísseis e drones abriria caminho para "um Oriente Médio mais perigoso e mais volátil".
Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados Árabes Unidos, declarou em uma coletiva de imprensa no fim de semana que o Estreito de Ormuz -- a via petrolífera mais importante do mundo -- não pode ser transformado em arma, enfatizando que sua segurança não é uma moeda de troca regional, mas um imperativo econômico global.
"O Estreito de Ormuz não pode ser refém de nenhum país", disse Gargash, acrescentando que a liberdade de navegação pela hidrovia "tem que ser parte integrante da solução de qualquer conflito com um acordo claro sobre isso".
Gargash disse que os Emirados Árabes Unidos querem que a guerra termine, mas advertiu contra um cessar-fogo que deixe sem solução as causas fundamentais da instabilidade.
"Não queremos ver uma escalada cada vez maior", afirmou ele. "Mas não queremos um cessar-fogo que não resolva algumas das principais questões que criarão um ambiente muito mais perigoso na região... principalmente o programa nuclear (do Irã), os mísseis e drones que ainda estão chovendo sobre nós e sobre outros países."
Estados Unidos e Israel têm bombardeado o Irã com mísseis e ataques aéreos por mais de cinco semanas para destruir o que eles disseram ser uma ameaça iminente do programa de desenvolvimento de armas nucleares do país, do arsenal de mísseis balísticos e do apoio a milícias regionais.
REUTERS TR))