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UE diz que países devem se preparar para "perturbação prolongada" em mercados de energia

Reuters31 de mar de 2026 às 13:29

Por Kate Abnett

- Os governos da União Europeia devem se preparar para uma interrupção prolongada nos mercados de energia como resultado da guerra no Irã, disse o comissário europeu da Energia, Dan Jorgensen, antes de uma reunião de emergência nesta terça-feira.

Em carta aos ministros da Energia do bloco, datada de 30 de março e vista pela Reuters, Jorgensen afirmou que os governos foram "incentivados a fazer preparativos em tempo hábil, antecipando uma possível interrupção prolongada".

A forte dependência da Europa em relação aos combustíveis importados torna o continente vulnerável ao impacto do conflito no Oriente Médio sobre os preços globais da energia. Os preços do gás na Europa subiram mais de 70% desde o início da guerra de EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

O fechamento do Estreito de Ormuz não afetou diretamente o fornecimento de petróleo bruto e gás natural ao bloco, uma vez que a Europa importa a maior parte dessas fontes de energia de fornecedores de fora do Oriente Médio.

Jorgensen afirmou que Bruxelas estava particularmente preocupada, a curto prazo, com o fornecimento europeu de produtos petrolíferos refinados, como o combustível de aviação e o óleo diesel.

Analistas afirmam que o combustível de aviação é atualmente o produto energético europeu mais exposto às consequências da guerra com o Irã.

Os últimos carregamentos de querosene que passaram pelo Estreito de Ormuz antes de seu fechamento devem chegar à Europa por volta de 10 de abril, de acordo com Benedict George, chefe de produtos europeus da Argus Media.

"Não existe risco real de ficarmos sem combustível de aviação", disse George à Reuters, acrescentando que os estoques dos países europeus podem suprir até três meses da demanda por querosene.

No entanto, "os estoques podem cair a um nível que cause escassez localizada" ou preços altos e voláteis, afirmou.

A UE obtém cerca de 15% do seu querosene de fornecedores do Oriente Médio. Mas a dependência é maior do que esse número sugere, uma vez que o bloco também importa de refinarias na Índia que processam petróleo do Oriente Médio.

A Europa poderia recorrer a fornecedores alternativos, incluindo os EUA, para substituir parte do fornecimento, mas não a totalidade, disse George.

Em sua carta, Jorgensen recomendou que os governos evitem medidas que limitem o comércio de produtos petrolíferos ou desestimulem a produção nas refinarias europeias.

"Os Estados-Membros são incentivados a adiar qualquer manutenção não emergencial em refinarias", disse.

Os ministros da Energia da UE realizarão uma videoconferência nesta terça-feira para coordenar sua resposta à perturbação provocada pela guerra com o Irã.

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

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