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Petróleo sobe em meio a dúvidas sobre perspectivas de cessar-fogo na guerra do Irã

Reuters27 de mar de 2026 às 21:29

Por Shariq Khan

- Os preços do petróleo subiram nesta sexta-feira e registraram ganhos semanais, refletindo o ceticismo sobre as perspectivas de um cessar-fogo na guerra do Irã, que já dura um mês.

Os futuros do petróleo Brent LCOc1 subiram US$4,56, ou 4,2%, para fechar a US$112,57 por barril. Os contratos futuros do West Texas Intermediate dos Estados Unidos CLc1 subiram US$5,16, ou 5,5%, para fechar a US$99,64.

O preço de referência do Brent subiu 53% desde 27 de fevereiro, um dia antes de os EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã, enquanto o WTI subiu 45% desde então. Em uma base semanal, o Brent ganhou cerca de 0,3%, enquanto o WTI ganhou mais de 1%.

Os operadores estão cautelosos com as declarações de Trump sobre as negociações com o Irã. Uma autoridade iraniana disse à Reuters que uma proposta dos EUA transmitida a Teerã pelo Paquistão era "unilateral e injusta".

"Os investidores continuam focados na longevidade da guerra e não nas manchetes, com qualquer fechamento prolongado do estreito (de Ormuz) ou danos à infraestrutura mantendo um prêmio de risco significativo nos preços", disse Alex Hodes, analista da StoneX.

Enquanto Trump estendeu seu prazo para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz ou enfrente a destruição de sua infraestrutura energética, os EUA também enviaram milhares de tropas para o Oriente Médio, com Trump avaliando se usará forças terrestres para tomar o centro estratégico de petróleo do Irã, a Ilha Kharg.

"Esperamos que o mercado de petróleo desenvolva uma imunidade aos comentários conciliatórios de Trump e ao tom otimista em relação a um acordo, especialmente devido às intenções aparentes de enviar mais 10.000 soldados para o Irã", disse o consultor de comércio de petróleo Ritterbusch & Associates em uma nota aos clientes.

A guerra do Irã retirou cerca de 11 milhões de barris por dia do fornecimento global de petróleo, com a Agência Internacional de Energia descrevendo a crise como pior do que os dois choques do petróleo da década de 1970 juntos.

(Reportagem de Shariq Khan em Nova York, Robert Harvey em Londres, Helen Clark em Perth e Sudarshan Varadhan em Cingapura)

((Tradução Redação Rio de Janeiro)) REUTERS MN

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