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Trump diz que EUA têm "importantes pontos de concordância" em negociações com Irã

Reuters23 de mar de 2026 às 14:49

Por Humeyra Pamuk e Susan Heavey

- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que houve conversas entre Estados Unidos e Irã no último dia, nas quais os dois lados chegaram a "importantes pontos de concordância", acrescentando que um acordo para pôr fim à guerra pode ser fechado em breve.

Trump disse que seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu assessor próximo e genro, Jared Kushner, conversaram com representantes iranianos no domingo e que as discussões continuariam nesta segunda.

"Tivemos conversas muito, muito produtivas. Vamos ver aonde elas nos levam. Temos pontos, importantes pontos de concordância, eu diria... tivemos conversas muito produtivas, o sr. Witkoff e o sr. Kushner as tiveram", declarou Trump.

"Tudo o que estou dizendo é que estamos diante de uma possibilidade real de fechar um acordo", disse ele a repórteres antes de partir da Flórida para Memphis.

Ele se recusou a dizer com quem os Estados Unidos estão conversando no Irã, mas afirmou que não é com o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. Trump disse que o Irã "ainda tinha alguns líderes".

"Estamos lidando com o homem que acredito ser o mais respeitado e o líder", afirmou Trump.

A agência de notícias iraniana Fars, citando uma fonte, informou que não há comunicações diretas ou indiretas com os Estados Unidos.

Mais cedo nesta segunda-feira, Trump recuou da ameaça de atacar a rede elétrica do Irã, dizendo que adiaria quaisquer ataques a usinas e infraestrutura energética.

A reação dos mercados foi rápida e marcante: os contratos futuros do petróleo Brent caíram acentuadamente, o dólar se desvalorizou em relação a outras moedas importantes, as bolsas de valores subiram e os custos de empréstimos do governo recuaram.

A declaração de Trump na segunda-feira veio depois que o Irã ameaçou atacar as usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem as bases norte-americanas na região do Golfo, caso os EUA atacassem a rede elétrica iraniana.

No sábado, Trump alertou que as usinas de energia iranianas seriam destruídas se Teerã não "abrisse totalmente" o Estreito de Ormuz para toda a navegação em 48 horas. Trump estabeleceu um prazo por volta das 20h44 (horário de Brasília) na segunda-feira.

Ataques iranianos praticamente fecharam o estreito, que transporta um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

(Reportagem de Susan Heavey, Humeyra Pamuk e Bhargav Acharya)

((Tradução Redação São Paulo))

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