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EXCLUSIVO-Fontes dizem que a Macquarie abandona o acordo de oleodutos no Kuweit em meio à guerra com o Irã

Reuters17 de mar de 2026 às 12:55
  • A KPC busca propostas não vinculativas até 7 de abril, apesar dos desafios.
  • A venda de ativos da Arábia Saudita, entre outros negócios, continua em andamento.

Por Hadeel Al Sayegh e Federico Maccioni e Andres Gonzalez

- A Macquarie MQG.AX desistiu da licitação para adquirir uma participação na rede de oleodutos do Kuweit, avaliada em até US$ 7 bilhões, disseram duas fontes familiarizadas com o assunto, tornando-se um dos primeiros investidores conhecidos a se retirar de um negócio no Golfo devido à guerra com o Irã (link).

O investidor australiano em infraestrutura notificou a Kuweit Petroleum Corporation na sexta-feira que estava se retirando do processo devido ao conflito e às perspectivas incertas, disse uma fonte, enquanto os negociadores tentam prosseguir com a transação apesar da volatilidade regional sem precedentes.

A medida é um sinal de que o conflito está arrefecendo o entusiasmo dos investidores pelo Golfo, onde milhões de barris de petróleo bruto estão retidos depois que o Irã efetivamente fechou o Estreito de Ormuz.

O Kuweit não possui outra rota de exportação para seu petróleo bruto além do estreito canal entre o Irã e Omã, por onde normalmente flui um quinto do suprimento global de petróleo.

PROSSEGUINDO COM A VENDA

Empresas e seus consultores estão tentando prosseguir com a venda, mesmo com o aumento da incerteza sobre as avaliações e os riscos de execução, disseram à Reuters mais de meia dúzia de negociadores.

A KPC lançou a venda poucas horas antes dos mísseis iranianos atingirem cidades do Golfo no final do mês passado, disse uma terceira fonte. Embora a KPC tenha declarado força maior (link) e reduzido a produção, seus banqueiros ainda estão buscando um acordo, disseram as três fontes. Os consultores enviaram documentos a potenciais investidores e estão buscando propostas não vinculativas até 7 de abril, acrescentaram as fontes.

Investidores que já haviam demonstrado interesse incluem BlackRock e KKR (link). A Reuters não conseguiu determinar se eles ainda estavam interessados. A incerteza sobre os volumes futuros e a proximidade da rede com instalações militares iranianas estão obscurecendo o cenário.

A KPC e a BlackRock não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A Macquarie e a KKR recusaram-se a comentar.

A negociação continua, com cautela.

Outras negociações ainda estão em andamento.

O Distrito Financeiro Rei Abdullah da Arábia Saudita está buscando vender seus ativos de refrigeração por mais de US$ 500 milhões, disseram duas outras fontes à Reuters, com ofertas não vinculantes apresentadas na primeira semana de março.

A KAFD não estava disponível para comentar de imediato.

A empresa saudita de infraestrutura SISCO Holding também está prosseguindo com a venda de ativos hídricos no valor de cerca de 1 bilhão de riais (US$ 266 milhões), disseram uma dessas fontes e outra. A SISCO não estava disponível para comentar imediatamente.

Outra fonte disse que era irrealista para os vendedores estabelecer prazos apertados, com investidores tendo que tomar decisões em meio a ataques aéreos e incerteza econômica.

Alguns investidores estão revendo as cláusulas de alteração material adversa em geral, opções que lhes permitem desistir de acordos, enquanto o financiamento também pode se tornar mais difícil de obter se os credores exigirem taxas de juros mais altas para exposição a empresas locais.

"Estamos observando um certo grau de cautela, principalmente em relação às transações que já estavam em andamento, com alguns clientes levando um pouco mais de tempo para concluí-las", disse Anshul Gupta, sócio da KPMG e chefe de assessoria em transações para o Oriente Médio, acrescentando que as conversas com os clientes continuam ativas.

"Também esperamos que o capital continue disponível, embora os preços provavelmente reflitam as condições mais amplas do mercado no curto prazo."

Imad Ghandour, cofundador e diretor administrativo da empresa de private equity CedarBridge Capital Partners, disse que sua empresa estava prosseguindo com algumas transações apesar dos acontecimentos recentes.

"Acreditamos firmemente que as tendências macroeconômicas do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) irão persistir." Ele disse, referindo-se aos seis países do Conselho de Cooperação do Golfo.

Aviso legal: as informações fornecidas neste site são apenas para fins educacionais e informativos e não devem ser consideradas consultoria financeira ou de investimento.

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