Por Renee Hickman
CHICAGO, 16 Mar (Reuters) - A soja negociada na bolsa de Chicago sofreu sua maior queda diária desde 2023, chegando ao limite diário nesta segunda-feira, depois de atingir máximas de quase dois anos na semana passada, já que um possível atraso na reunião do presidente dos EUA, Donald Trump, com o presidente chinês, Xi Jinping, no final de março, diminuiu as esperanças de mais vendas dos EUA para a China.
O trigo e o milho de Chicago também caíram.
O contrato de soja mais ativo Sv1 caiu 70 centavos, encerrando a US$11,5525 o bushel. O trigo Wv1 recuou 16,50 centavos, para US$5,9725 o bushel, e o milho Cv1 caiu 13,25 centavos, para terminar a US$4,54 o bushel.
A Chicago Mercantile Exchange (CME) expandiu seus limites diários para as negociações de terça-feira.
Trump disse no domingo que poderia adiar sua reunião de cúpula com o presidente da China no final deste mês, enquanto pressiona Pequim a ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz.
"Se houver um atraso na cúpula, haverá um atraso no acordo comercial", disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da Stonex.
"E quando as coisas são adiadas, sempre há a oportunidade de que algo se desfaça", disse Suderman.
Autoridades americanas e chinesas mantiveram conversações em Paris no domingo, que foram consideradas "notavelmente estáveis", com a China supostamente permanecendo comprometida em comprar mais soja dos EUA sob a trégua comercial entre EUA e China de outubro de 2025.
E, segundo Suderman, o Brasil está mudando suas exigências de inspeção para cargas de soja com destino à China, o que provavelmente abrirá as portas para um fluxo mais livre da oleaginosa para o maior comprador de soja do mundo.
O milho e o trigo de Chicago também caíram devido à conversa sobre o adiamento da reunião de cúpula, bem como à alta do mercado de ações, que, segundo Suderman, estava atraindo o fluxo de dinheiro para as ações e retirando-o das commodities.
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS