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AIE recomendará liberação recorde de estoques estratégicos de petróleo por guerra no Oriente Médio, dizem fontes

Reuters11 de mar de 2026 às 11:15

Por America Hernandez e Alex Lawler

- A Agência Internacional de Energia (AIE) recomendará a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, o maior movimento desse tipo na história da AIE, disseram três fontes nesta quarta-feira, para tentar conter a alta dos preços do petróleo em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irã.

Uma das fontes disse que a liberação seria espaçada por pelo menos dois meses, enquanto a ministra de Energia da Espanha disse que os países terão até 90 dias para liberar esse volume.

Três fontes disseram que a AIE, sediada em Paris, publicará sua recomendação nesta quarta-feira, antes da reunião dos líderes do G7, presidida pela França.

A AIE não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em 2022, os países membros da AIE liberaram 182,7 milhões de barris em dois meses, o que foi o maior da história da AIE, quando a Rússia lançou sua invasão em grande escala na Ucrânia.

"Eu diria que é a maior proposta da história da Agência Internacional de Energia", disse Sara Aagesen, ministra de Energia da Espanha.

"Durante a guerra na Ucrânia, eles estavam falando em liberar cerca de 182 milhões de barris, e agora é uma quantidade que é mais do que o dobro da proposta deles", acrescentou.

As economias ocidentais coordenam seus estoques estratégicos de petróleo por meio da AIE, que foi criada após a crise do petróleo da década de 1970.

O presidente francês, Emmanuel Macron, deve presidir a reunião dos líderes do G7 ainda nesta quarta-feira, depois que o bloco disse que seus ministros de Energia apoiam o uso das reservas.

"Em princípio, apoiamos a implementação de medidas proativas para lidar com a situação, incluindo o uso de reservas estratégicas", disseram os ministros de Energia do G7.

Uma fonte do G7 disse à Reuters que, embora nenhum país enfrente atualmente uma escassez física de petróleo bruto, os preços estão subindo drasticamente e deixar a situação sem supervisão não é uma opção.

No entanto, qualquer liberação real não pode começar imediatamente porque as decisões sobre aspectos como alocações de países e cronograma exigem mais discussões, disse a fonte.

"Espera-se que a secretaria da AIE proponha cenários, com base no impacto esperado no mercado, e o alcance pode se estender a membros não pertencentes à AIE, como a China e a Índia", disse a fonte.

(Reportagem de Alex Lawler em Londres, America Hernandez em Paris, Pietro Lombardi em Madri, Fabiola Arámburo na Cidade do México, Makiko Yamazaki em Tóquio, Heejin Kim e Jihoon Lee em Seul)

((Tradução Redação São Paulo))

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