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Irã dispara contra bases e navios apesar dos ataques mais intensos da guerra

Reuters11 de mar de 2026 às 11:08

Por Parisa Hafezi e Alexander Cornwell

- O Irã disparou contra Israel e contra alvos em todo o Oriente Médio nesta quarta-feira, ao mesmo tempo em que pelo menos três navios foram atingidos no Golfo, demonstrando que Teerã ainda pode revidar e interromper o fornecimento de energia, apesar dos ataques israelenses e norte-americanos mais intensos até o momento.

Os preços do petróleo, que dispararam no início desta semana, diminuíram e os mercados de ações se recuperaram, com os investidores apostando, por enquanto, que o presidente dos EUA, Donald Trump, encontrará uma maneira rápida de encerrar a guerra que começou ao lado de Israel há quase duas semanas.

No entanto, até o momento, não houve nenhuma pausa no terreno ou qualquer sinal de que os navios possam voltar a navegar pelo Estreito de Ormuz, onde um quinto do petróleo do mundo foi bloqueado em um canal estreito ao longo da costa iraniana, na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

O Pentágono descreveu seus ataques ao Irã na terça-feira como os mais intensos da guerra até agora. Depois que escritórios de um banco iraniano foram atingidos durante a noite, o Irã disse que agora atacaria alvos bancários norte-americanos e israelenses em todo o Oriente Médio.

ISRAEL ACREDITA QUE MOJTABA KHAMENEI FOI FERIDO

Uma fonte disse à Reuters que Israel acredita que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, foi ferido no início da guerra, quando ataques aéreos mataram seu pai, sua mãe, sua esposa e um filho.

A Reuters não conseguiu confirmar o estado de saúde de Mojtaba Khamenei, mas a televisão estatal usou um termo que significa "veterano ferido" para descrevê-lo. Ele não apareceu em público nem emitiu nenhuma mensagem direta desde que foi nomeado sucessor de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei.

Os militares iranianos disseram na terça-feira que lançaram mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, contra o quartel-general naval dos EUA para o Oriente Médio no Barein e contra a cidade de Be'er Ya'akov, na região central de Israel.

Explosões soaram no Barein, enquanto em Dubai quatro pessoas ficaram feridas por dois drones que caíram perto do aeroporto, o mais movimentado do mundo para viajantes internacionais, agora reduzido por causa da guerra.

Em Teerã, os moradores disseram que estavam se acostumando com os ataques aéreos noturnos que levaram centenas de milhares de pessoas a fugir para o campo e contaminaram a cidade com a chuva negra de fumaça de petróleo.

"Houve bombardeios ontem à noite, mas não fiquei assustado como antes. A vida continua", disse Farshid, de 52 anos, à Reuters por telefone.

Mais três navios mercantes foram atingidos no Golfo por projéteis desconhecidos, de acordo com agências que monitoram a segurança marítima, elevando para 14 o número de navios atingidos desde o início da guerra.

A tripulação foi retirada de um cargueiro a granel de bandeira tailandesa, depois que uma explosão causou um incêndio a bordo. Um navio de contêineres de bandeira japonesa e um graneleiro de bandeira das Ilhas Marshall também sofreram danos.

((Tradução Redação São Paulo))

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