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Petróleo deve ter o maior ganho semanal desde 2020 por conflito no Oriente Médio

Reuters6 de mar de 2026 às 14:23

Por Anna Hirtenstein

- O mercado de petróleo estava a caminho de registrar seu maior ganho semanal desde a extrema volatilidade da pandemia de Covid-19 em 2020, já que o conflito no Oriente Médio manteve interrompidas as exportações de transporte e energia pelo vital Estreito de Ormuz.

Os futuros do petróleo Brent LCOc1 subiram 243% esta semana até o momento, o maior salto desde maio de 2020, quando um acordo de corte recorde de produção da Opep+ provocou uma recuperação das baixas da pandemia. O petróleo West Texas Intermediate CLc1 tem um ganho de quase 30%, o maior desde abril de 2020.

Nesta sexta-feira, o Brent ampliou sua alta, subindo mais de 5% por volta das 11h20 (horário de Brasília), para US$90 por barril.

O WTI subia mais de 8%, para cerca de US$88. Ambos os índices de referência foram negociados em seus níveis mais altos desde 2024.

PETRÓLEO BRUTO A US$ 150 POR BARRIL?

O ministro de energia do Catar disse ao Financial Times que espera que todos os produtores de energia do Golfo Pérsico parem as exportações dentro de semanas, uma medida que, segundo ele, poderia levar o petróleo a US$150 por barril, de acordo com uma entrevista publicada na sexta-feira.

O petróleo iniciou sua alta acentuada depois que os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado, levando Teerã a interromper a passagem de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz.

Cerca de 20% da demanda mundial por petróleo normalmente passa por essa hidrovia todos os dias. Com o fechamento efetivo do Estreito por sete dias, isso significa que cerca de 140 milhões de barris de petróleo -- o equivalente a cerca de 1,4 dia da demanda global -- não puderam chegar ao mercado.

O conflito se espalhou pelas principais áreas de produção de energia do Oriente Médio, interrompendo a produção e forçando o fechamento de refinarias e usinas de gás natural liquefeito.

"Todo dia que o Estreito permanecer fechado, os preços subirão", disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS. "A crença do mercado era de que Trump poderia recuar em algum momento porque não quer ter preços altos do petróleo, mas quanto mais tempo isso demorar, mais claro ficará o quanto está em risco."

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Reuters em uma entrevista exclusiva na quinta-feira que não estava preocupado com o aumento dos preços da gasolina nos EUA ligados ao conflito, dizendo que "se eles aumentarem, eles aumentam" e que a operação militar dos EUA era sua prioridade.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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