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Síria abre corredor aéreo Mediterrâneo-Aleppo que pode aliviar gargalo regional

Reuters5 de mar de 2026 às 23:22

Por Feras Dalatey

- A Síria abriu um corredor aéreo recém-reativado que vai da cidade de Aleppo, no norte do país, para o Mar Mediterrâneo, para companhias aéreas estrangeiras e sua companhia nacional, disse o chefe da Autoridade de Aviação Civil do país à Reuters nesta quinta-feira, à medida que o tráfego aéreo é gradualmente retomado no Aeroporto Internacional da cidade.

O diretor da Autoridade de Aviação Civil, Omar Hosari, afirmou que o corredor tem o objetivo de fornecer uma rota de voo segura para aeronaves que chegam e partem de Aleppo e estará disponível para qualquer companhia aérea, desde que "atenda aos padrões internacionais de segurança".

"Os corredores não são dedicados exclusivamente à Syrian Air", disse Hosari.

"Outras companhias aéreas podem usá-los para transitar ou operar no espaço aéreo sírio de acordo com os procedimentos regulatórios habituais."

Em um comunicado nesta quinta-feira, a autoridade disse que também reabriu as rotas aéreas na parte norte do espaço aéreo sírio em direção à Turquia após realizar avaliações operacionais e técnicas e analisar os desdobramentos regionais que afetam a aviação.

Segundo a autoridade, o primeiro voo da Syrian Air partiu de Aleppo para Istambul nesta quinta-feira e chegou em segurança, marcando a retomada gradual das operações no Aeroporto Internacional de Aleppo.

Há um voo de Aleppo para a cidade saudita de Jeddah programado para a sexta-feira, e as autoridades estudam a adição de outros destinos, incluindo Riad.

Hosari afirmou que a Royal Jordanian deve usar o corredor do Mediterrâneo na sexta-feira para um voo de Amã com destino a Aleppo como parte da retomada gradual do tráfego aéreo.

O tráfego aéreo comercial permaneceu praticamente inexistente em grande parte do Oriente Médio, com os principais centros do Golfo Pérsico -- incluindo Doha e Dubai, aeroporto mais movimentado do mundo para passageiros internacionais -- praticamente fechados pelo sexto dia consecutivo após os ataques aéreos lançados por EUA e Israel contra o Irã, que respondeu com ataques retaliatórios de mísseis e drones em toda a região.

Quase uma semana após o início do conflito regional, a Síria emerge relativamente marginalizada, com a presença iraniana interrompida após a queda do presidente Bashar al-Assad no final de 2024, e as bases militares dos EUA no país esvaziadas em fevereiro passado.

((Tradução Redação Brasília))

REUTERS MCM

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