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Grãos sobem em Chicago junto com petróleo por foco no conflito do Oriente Médio

Reuters5 de mar de 2026 às 20:51

Por Heather Schlitz

- Os contratos futuros dos grãos negociados em Chicago fecharam em alta nesta quinta-feira, apoiados pelo aumento dos preços do petróleo, já que o conflito no Oriente Médio continuou a prejudicar a oferta, disseram operadores e analistas.

No entanto, a ampla oferta de safras globais e a força do dólar continuaram a limitar os preços dos grãos.

A soja Sv1 subiu 9,75 centavos, encerrando a US$11,7926 por bushel. Todos os contratos do óleo de soja registraram máximas históricas na quinta-feira.

O trigo Wv1 ficou 15,50 centavos mais alto, a US$5,8375 por bushel, e o milho Cv1 fechou com ganho de 9,75 centavos, a US$4,535 por bushel.

Os preços em Chicago caíram na quarta-feira, já que as esperanças dos investidores quanto a um curto conflito no Oriente Médio estabilizaram os preços do petróleo e elevaram os mercados acionários.

Mas o petróleo subiu acentuadamente na quinta-feira, já que o fechamento contínuo do Estreito de Ormuz continuou a interromper o fornecimento do Oriente Médio e levou algumas refinarias em outras partes do mundo a cortar a produção. O/R

Os mercados de grãos podem reagir aos movimentos do petróleo, em parte porque o biocombustível absorve grandes quantidades de soja e milho como matérias-primas.

Uma alta paralela do dólar, que atraiu a demanda de investidores por portos seguros durante o conflito com o Irã, estava atuando como um freio para os grãos dos EUA.

O nervosismo em relação à guerra do Irã ajudou a levar os grãos e a soja a atingir máximas de vários meses no início da semana, mas os fundamentos da oferta e da demanda continuaram a ser um limitador.

O Brasil está colhendo o que é amplamente esperado como uma safra recorde de soja, o que poderia afetar a demanda chinesa por soja dos EUA.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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