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Mais navios-tanque são atacados à medida que conflito entre EUA e Irã se espalha pela região

Reuters5 de mar de 2026 às 15:57

Por Jonathan Saul e Anna Hirtenstein

- Mais navios-tanque foram atacados nas águas do Golfo nesta quinta-feira, à medida que a guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificava e drones iranianos entravam no Azerbaijão, ameaçando espalhar a crise para mais produtores de petróleo na região.

Um petroleiro com bandeira das Bahamas foi alvo de um barco iraniano controlado remotamente e carregado com explosivos enquanto estava ancorado perto do porto de Khor al Zubair, no Iraque, de acordo com as avaliações iniciais. Um segundo petroleiro ancorado ao largo do Kuweit estava entrando água e derramando petróleo após uma grande explosão no lado de bombordo.

Nove embarcações foram atacadas desde que o conflito eclodiu entre os EUA, Israel e o Irã no sábado. O Irã lançou uma onda de mísseis contra Israel na madrugada de quinta-feira e também enviou drones ao Azerbaijão, ferindo quatro pessoas.

A escalada ocorre depois que uma moção para interromper os ataques dos EUA foi bloqueada em Washington e que o filho do líder supremo iraniano assassinado emergiu como favorito para sucedê-lo, sugerindo que Teerã não está prestes a ceder à pressão.

Cerca de 200 navios, incluindo petroleiros e navios de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.

Centenas de outras embarcações permaneceram fora do Estreito de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos, segundo dados de transporte marítimo. A hidrovia é uma artéria fundamental para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ofereceu escolta da Marinha norte-americana e seguro em uma tentativa de reiniciar os fluxos de transporte marítimo e reduzir os preços da energia. O mercado de seguros Lloyd's of London disse nesta quinta-feira que está trabalhando com o governo dos EUA em um plano.

(Reportagem de Jonathan Saul, em Londres; Reportagem adicional de Nailia Bagirova, em Baku; Aref Mohammed, em Basra, e Ahmed Rasheed, em Bagdá)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES

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