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Petróleo se estabiliza apesar de aumento de ataques dos EUA e Israel ao Irã

Reuters4 de mar de 2026 às 17:03

Por Arathy Somasekhar

- Os preços do petróleo operavam praticamente estáveis nesta quarta-feira, apesar de novos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã que intensificaram o conflito e paralisaram o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo, afetando a produção vital de petróleo e gás no Oriente Médio.

O petróleo Brent LCOc1 caía 0,3%, para US$81,13 por barril por volta das 14h (horário de Brasília). Na terça-feira, o Brent fechou em seu nível mais alto desde janeiro de 2025.

O petróleo West Texas Intermediate dos EUA CLc1 recuava 0,9%, para US$73,90, um dia depois de fechar no seu nível mais alto desde junho.

"Embora os fluxos pelo Estreito de Ormuz continuem interrompidos, os participantes do mercado parecem esperar uma redução do conflito e a retomada dos fluxos de petróleo", disse o analista Giovanni Staunovo, do UBS.

"No entanto, na minha opinião, o mercado também deve se concentrar no risco de novas interrupções na produção, caso os fluxos pelo estreito continuem interrompidos."

O índice de referência Brent havia ganhado mais de US$3, atingindo US$84,48 nas negociações da manhã, perto de máximas de vários anos, mas foi negociado em baixa depois que o New York Times informou que agentes do Ministério da Inteligência do Irã sinalizaram abertura à Agência Central de Inteligência dos EUA para negociações sobre o fim da guerra, citando autoridades informadas sobre o assunto.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse na quarta-feira que os EUA estavam vencendo a guerra contra o Irã e que as Forças Armadas dos EUA poderiam lutar pelo tempo que fosse necessário.

As forças israelenses e americanas atacaram alvos em todo o Irã, provocando retaliações iranianas contra a infraestrutura energética em uma região que responde por pouco menos de um terço da produção global de petróleo.

O Iraque, segundo maior produtor de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, reduziu a produção em quase 1,5 milhão de barris por dia devido a limites de armazenamento e à falta de uma rota de exportação, disseram autoridades à Reuters.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Marinha dos EUA poderia começar a escoltar petroleiros pelo estreito, se necessário, acrescentando que ordenou à Corporação Financeira Internacional de Desenvolvimento dos EUA que fornecesse seguro contra riscos políticos e garantias financeiras para o comércio marítimo no Golfo.

Países e empresas começaram a buscar rotas alternativas e suprimentos de petróleo bruto. Índia e Indonésia disseram que estavam procurando outros suprimentos, enquanto algumas refinarias chinesas estavam fechando ou antecipando planos de manutenção.

Nos EUA, os estoques de petróleo bruto aumentaram 3,5 milhões de barris na última semana, atingindo o maior nível em três anos e meio, informou a Administração de Informações sobre Energia, em comparação com as expectativas dos analistas em uma pesquisa da Reuters de um aumento de 2,3 milhões de barris.

"Os suprimentos globais continuam abundantes, com níveis quase recordes de armazenamento em navios-tanque. Ainda assim, até que esse petróleo encontre um destino seguro, espere que a volatilidade dos preços continue", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociação da BOK Financial.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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