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Fechamento do Estreito de Ormuz piora após EUA atingirem navio de guerra iraniano; petroleiros ficam presos pelo quinto dia seguido

Reuters4 de mar de 2026 às 14:10

Por Yousef Saba e Jonathan Saul e Anna Hirtenstein

- A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.

O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.

Pelo menos 200 navios, incluindo petroleiros e navios-tanque de gás natural liquefeito, bem como navios de carga, permaneceram ancorados em águas abertas ao largo da costa dos principais produtores do Golfo, incluindo Iraque, Arábia Saudita e Catar, de acordo com estimativas da Reuters baseadas em dados de rastreamento de navios da plataforma MarineTraffic.

Centenas de outras embarcações permaneceram fora de Ormuz, sem conseguir chegar aos portos, segundo dados de transporte marítimo. A hidrovia é uma artéria fundamental para cerca de um quinto do abastecimento mundial de petróleo e GNL.

O navio porta-contêiner Safeen Prestige, com bandeira de Malta, também foi danificado por um projétil enquanto navegava em direção ao extremo norte do Estreito de Ormuz, levando a tripulação a abandonar o navio, segundo fontes do setor de transporte marítimo.

O Catar suspendeu sua produção de gás e o Iraque reduziu sua produção de petróleo, pois ambos ficaram sem espaço para armazenamento. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Kuweit também estavam com dificuldades para carregar petróleo, mas ainda não estava claro se eles reduziram a produção.

(Reportagem de Jonathan Saul)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS ES

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