
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO, 2 Mar (Reuters) - A australiana St George Mining SGQ.AX elevou em 75% a estimativa de volume de terras raras em seu Projeto Araxá, em Minas Gerais, a partir de dados de nova campanha de sondagem iniciada em julho de 2025, informou a companhia em comunicado ao mercado nesta segunda-feira.
Com a pesquisa, a companhia aponta agora estimativa de que o volume de terras raras para explorar em seu projeto soma 70,91 milhões de toneladas, com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio, considerando teor de corte mínimo de 2% de terras raras. Anteriormente, o valor estimado era de cerca de 40 milhões de toneladas.
Além do volume principal, a modelagem específica para nióbio identificou 24,56 milhões de toneladas adicionais, com teor médio de 0,52% (corte de 0,2%), sem dupla contagem.
Com a soma das duas bases, o Projeto Araxá passa a contar com aproximadamente 95 milhões de toneladas de recursos minerais, segundo a companhia.
"Esse volume total o eleva para a categoria dos maiores depósitos de terras raras do mundo", disse a St George, em nota.
"Pode ser comparado, por exemplo, às operações de Mountain Pass, nos Estados Unidos (40,6 milhões de toneladas), e de Mt Weld, na Austrália (106,6 milhões de toneladas), as duas maiores produtoras de terras raras fora da China."
A St George informou ainda que o volume classificado como Medido e Indicado -- categorias de maior confiabilidade geológica -- cresceu 300%, chegando a 29,49 milhões de toneladas.
A estimativa foi elaborada conforme o padrão internacional JORC 2012, com modelagem da consultoria SRK Consulting, disse a empresa.
A St George destacou que há 41 furos de sondagem em andamento, com resultados ainda não incluídos na estimativa, e planeja executar mais 5.000 metros de sondagem nos próximos dois meses, incluindo a área Leste Araxá, descoberta em setembro de 2025.
O Projeto Araxá, adquirido integralmente pela St George em fevereiro de 2025, está localizado ao lado das operações de nióbio da CBMM, líder global do setor de nióbio.
Recentemente, o governo do Estado de Minas Gerais concedeu um regime fiscal preferencial para a St George, com vistas a reduzir custos de desenvolvimento de projeto no interior mineiro.