
2 Mar (Reuters) - O Goldman Sachs afirmou na segunda-feira que os maiores riscos para o alumínio decorrem de possíveis interrupções nas rotas de exportação e no acesso a matérias-primas através do Estreito de Ormuz, observando que o efeito sobre os preços deverá ser limitado se as interrupções no transporte marítimo forem de curta duração.
O alumínio de referência CMAL3 na Bolsa de Metais de Londres subiu para o seu nível mais alto em mais de um mês, após os ataques conjuntos dos EUA e de Israel. (link) sobre o Irã. Cerca de 150 navios estão retidos no Estreito de Ormuz, a principal via de navegação entre pontos da Ásia e da Europa, depois que o comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou à televisão estatal, na segunda-feira, que qualquer navio que tentasse transitar pelo estreito (link) seria incendiado. MET/L
A maior parte do alumínio produzido no Oriente Médio é exportada para os Estados Unidos e a Europa. O Goldman Sachs, em nota divulgada na segunda-feira, afirmou que o mercado já está sendo negociado bem acima do valor justo, mas os preços podem continuar subindo "substancialmente" se as interrupções persistirem por um mês.
O Goldman Sachs estimou que um mês de perda total da produção na região reduziria o estoque global de alumínio no primeiro trimestre de 2026 de 51 para 48 dias. Combinado com um aumento nos preços da energia, isso poderia justificar temporariamente um preço de US$ 3.600 — cerca de US$ 400 acima do preço à vista — para manter as margens de lucro em relação ao estoque.
O banco acrescentou que sua previsão base continua sendo de que o alumínio na LME terá uma média de US$ 3.150 no primeiro semestre deste ano, observando que vê um potencial de alta substancial nos prêmios do alumínio europeu.