
Por Karl Plume
CHICAGO, 26 Fev (Reuters) - Os contratos futuros da soja dos EUA encerraram em baixa nesta quinta-feira, com realização de lucros, depois que as esperanças de maior demanda por biocombustíveis nos EUA e importações chinesas impulsionaram os preços para seus níveis mais altos desde meados de 2024.
Os futuros do milho acompanharam a queda da soja, mas se recuperaram e fecharam em alta no dia, já que o resultado abaixo do esperado das vendas semanais para exportação não conseguiu diminuir o otimismo recente em relação à demanda. O trigo se firmou após três sessões de perdas.
Os futuros de soja para maio na bolsa de Chicago SK26 encerraram em queda de 1,50 centavo, a US$11,535 o bushel, depois que o contrato mais ativo Sv1 subiu para o ponto mais alto em 20 meses. Os futuros de óleo de soja BOv1 subiram pelo quarto dia consecutivo e atingiram o nível mais alto desde meados de setembro de 2023.
Ambos os mercados subiram com a notícia, na quarta-feira, de que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA enviaria sua proposta de novas metas de mistura de biocombustíveis à Casa Branca, com uma regra prevista para ser finalizada até o final de março.
Uma reportagem da Reuters na quinta-feira revelou que o governo dos EUA planeja realocar pelo menos 50% das obrigações isentas de mistura de biocombustíveis para grandes refinarias (SRE), o que deu mais suporte.
"Se tivermos uma realocação de 50% das SREs, isso será importante e significará que haverá uma maior demanda por biocombustíveis”, disse Dan Basse, presidente da AgResource Co.
Questões sobre a demanda por soja da China, maior importadora, em meio à incerteza tarifária e antes da viagem do presidente dos EUA, Donald Trump, ao país nesta primavera, mantiveram o mercado em alerta.
O contrato maio do trigo WK26 fechou em alta de 4,75 centavos, a US$5,745 o bushel, após recuar de uma máxima de três meses no início da semana.
O contrato de maio do milho CK26 ganhou 1,50 centavo, fechando a US$4,435 o bushel. O contrato caiu de uma máxima de um mês e meio após dados semanais dos EUA mostrarem uma queda nas vendas de exportação para o nível mais baixo em sete semanas.
((Tradução Redação São Paulo 55 11 981227375)) REUTERS RS