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Soja se mantém perto do pico de 3 meses em Chicago com foco na China

Reuters24 de fev de 2026 às 20:46

Por Tom Polansek

- Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago subiram nesta terça-feira para ficar próximos de uma máxima de três meses, com o abrandamento temporário das preocupações com a turbulência na política tarifária dos EUA, que prejudica as vendas potenciais para a China, principal importadora.

A forte demanda interna por soja dos EUA também sustentou o mercado, segundo analistas, enquanto os futuros de milho e trigo caíram.

Os comerciantes de soja estavam observando a reação da China depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou, na sexta-feira, as tarifas recíprocas globais do presidente Donald Trump.

Trump anunciou então uma nova alíquota geral de 10%, que mais tarde disse que subiria para 15%.

A China está acompanhando de perto as políticas dos EUA e decidirá "no momento oportuno" se ajustará as contramedidas às tarifas americanas, disse um funcionário do Ministério do Comércio chinês.

A China está disposta a realizar consultas francas durante a próxima sexta rodada de negociações econômicas e comerciais entre os EUA e a China, acrescentou o funcionário.

"O fato de eles ainda estarem em modo de negociação é favorável ao mercado", disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading em Indiana.

INCERTEZA SOBRE A DEMANDA CHINESA

Os futuros de soja para maio SK26 encerraram com alta de 5,50 centavos, a US$11,5525 por bushel, após subirem na segunda-feira para o nível mais alto desde 19 de novembro. Os futuros de óleo de soja, por sua vez, atingiram máximas contratuais.

"A soja espera ver interesse de compra da China, que acaba de retornar dos feriados do Ano Novo Lunar", disse Andrey Sizov, chefe da consultoria Sovecon.

Os futuros do trigo WK26 encerraram em queda de 0,50 centavo, a US$5,7325 por bushel. Na segunda-feira, o contrato atingiu o nível mais alto desde 29 de julho.

O milho para maio CK26 encerrou em queda de 1,75 centavo, a US$4,385 por bushel, após atingir o nível mais alto desde 12 de janeiro na segunda-feira.

BRASIL OFERECE SOJA MAIS BARATA

As mudanças na política tarifária dos EUA levantaram dúvidas sobre se a China continuaria comprando soja norte-americana, o que havia sido retomado após uma trégua comercial no final de outubro.

A redução da pressão tarifária dos Estados Unidos pode incentivar a China a se concentrar em reservar suprimentos da safra brasileira, que deve bater um recorde, embora a concorrência imediata do Brasil possa ser freada pelo progresso relativamente lento da colheita, disseram operadores.

"Não vemos uma grande alta nos preços da soja, a menos que a China compre cargas americanas", disse um trader de oleaginosas em Cingapura. "Os compradores estão preferindo cargas brasileiras, que são muito mais baratas."

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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