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Soja cai após Suprema Corte derrubar tarifas dos EUA

Reuters20 de fev de 2026 às 21:32

Por Heather Schlitz

- Os futuros da soja de Chicago ficaram sob pressão nesta sexta-feira, depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas abrangentes do presidente Donald Trump, interrompendo uma recuperação que havia começado em 4 de fevereiro, quando Trump disse que a China faria compras adicionais de soja dos EUA.

Analistas afirmaram que a China pode estar menos propensa a realizar outra grande compra de soja norte-americana, que Trump vem promovendo há várias semanas, na ausência de tarifas como forma de pressão.

O milho teve poucas alterações em um mercado instável, e o trigo atingiu seu ponto mais alto desde junho em uma recuperação de cobertura de posições vendidas.

O contrato de soja mais ativo na bolsa de Chicago (CBOT) Sv1 caiu 3,5 centavos, para US$11,375 por bushel.

Embora os juízes tenham decidido que Trump excedeu sua autoridade ao implementar tarifas sob uma lei destinada ao uso em emergências nacionais, a decisão levantou questões sobre se ou como o governo buscará novas tarifas por meio de outras estratégias legais.

Para os participantes do mercado que acompanham de perto a China, maior importadora mundial de soja, a decisão apenas aumentou a incerteza em um mercado já volátil.

O trigo da CBOT Wv1 subiu 14 centavos, para US$5,735 o bushel, atingindo seu ponto mais alto desde o final de junho em um gráfico contínuo.

A cobertura de posições vendidas por investidores, incentivada por preocupações com frio e seca nas regiões produtoras de trigo dos EUA, empurrou os preços do trigo para além dos níveis de resistência do gráfico.

O abastecimento global de trigo pode diminuir na temporada 2026/27, enquanto a produção de milho também pode cair, disse o Conselho Internacional de Grãos na quinta-feira.

O milho CBOT Cv1 fechou 1,75 centavo mais alto, terminando a US$4,275 por bushel, sem nenhuma notícia nova para os participantes do mercado negociarem.

O USDA projetou que o plantio de milho nos EUA cairá em 2026, após atingir o maior nível em 89 anos em 2025.

(Reportagem de Heather Schlitz em Chicago; Reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

((Tradução Redação Rio de Janeiro)) REUTERS MN

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