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EUA ampliarão plantio de soja em 2026 e cortarão área de milho, prevê USDA

Reuters19 de fev de 2026 às 19:02

Por Karl Plume

- Os agricultores norte-americanos ampliarão o plantio de soja e reduzirão os acres destinados ao milho em 2026, estimou nesta quinta-feira o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicando ainda que as safras devem estar entre as maiores já registradas pelo país.

A agência projetou o plantio de milho em 94 milhões de acres este ano, abaixo da máxima de 89 anos de 98,8 milhões de acres em 2025.

O plantio de soja deve aumentar para 85 milhões de acres, ante 81,2 milhões de acres no ano passado.

Os produtores enfrentam decisões difíceis este ano devido ao excesso de oferta global, preços fracos das safras e aumento dos custos de insumos, como sementes e fertilizantes.

A renda agrícola dos EUA deve cair 0,7%, apesar dos pagamentos governamentais quase recordes, que devem representar quase 29% da receita dos produtores.

A maioria dos agricultores do Meio-Oeste cultiva ambas as culturas, alternando o que é plantado em cada campo a cada ano para preservar a fertilidade do solo. Mas alguns acres podem romper com a rotação tradicional se os produtores virem uma oportunidade de obter um lucro melhor.

MILHO ABAIXO DA MÉDIA DA PESQUISA

A previsão de área plantada com milho do USDA, divulgada no início de seu fórum anual Ag Outlook Forum, ficou abaixo da estimativa média de 94,9 milhões de acres em uma pesquisa da Reuters com analistas.

A previsão do plantio de soja superou a estimativa média de 84,9 milhões de acres.

Os baixos preços do milho e a oferta abundante após uma safra recorde nos EUA em 2025 deveriam desestimular os produtores a expandir o plantio este ano, embora a boa demanda dos exportadores e fabricantes de biocombustível de etanol provavelmente limite uma queda mais acentuada, disseram analistas.

Enquanto isso, a área plantada com soja deve aumentar, apesar das tensões comerciais com a China, principal importadora, e da forte concorrência na exportação do Brasil, principal fornecedor, onde os agricultores vêm colhendo uma safra que deve bater recorde.

A crescente demanda doméstica por óleo de soja por parte dos fabricantes de combustíveis renováveis manteve os preços em um patamar firme.

Supondo condições climáticas normais, o USDA previu a safra de milho dos EUA em 2026 em 15,755 bilhões de bushels e a safra de soja em 4,450 bilhões de bushels.

Depois que a demanda dos exportadores, fabricantes de ração e biocombustíveis for atendida, os EUA terão 1,837 bilhão de bushels de milho restantes no final do ano comercial de 2026/27, em 31 de agosto de 2027, projetou o USDA, abaixo da máxima de sete anos de 2,127 bilhões de bushels um ano antes.

Os estoques de soja no final da temporada 2026/27 devem aumentar ligeiramente para 355 milhões de bushels, ante 350 milhões de bushels no final de 2025/26.

EXPORTAÇÕES DE MILHO DEVEM CAIR

O USDA previu que as exportações de milho em 2026/27 serão de 3,1 bilhões de bushels, uma queda de 200 milhões de bushels em relação a 2025/26, devido ao aumento da concorrência dos fornecedores sul-americanos, enquanto as exportações de soja devem aumentar em 125 milhões de bushels, atingindo o maior nível em dois anos, a 1,7 bilhão de bushels.

A demanda dos processadores de soja dos EUA, que transformam o grão em farelo para ração animal e óleo de soja para alimentos e biocombustível, foi projetada em um recorde de 2,655 bilhões de bushels.

Os estoques de trigo dos EUA foram projetados em 933 milhões de bushels até o final do ano comercial de 2026/27, praticamente inalterados em relação ao ano anterior, já que as exportações mais baixas após safras abundantes nos fornecedores rivais Argentina e Austrália compensaram a queda na produção dos EUA.

O USDA projetou as exportações de trigo para 2026/27 em 850 milhões de bushels, uma queda de 50 milhões em relação ao ano comercial atual.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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