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Bayer diz que não prevê escassez de glifosato fora dos EUA após ordem executiva

Reuters19 de fev de 2026 às 11:43

Por Patricia Weiss

- A decreto do presidente dos EUA invocando a Lei de Produção de Defesa para garantir o fornecimento de glifosato no mercado norte-americano ressalta a necessidade de os agricultores locais terem acesso ao herbicida, disse a Bayer nesta quinta-feira, acrescentando que a medida não levaria à escassez em outros países.

A Bayer BAYGn.DE disse em agosto passado que a empresa poderia ser forçada a interromper a produção nos EUA do herbicida amplamente utilizado na agricultura, a menos que mudanças regulatórias fossem feitas para evitar litígios que têm pesado sobre a empresa alemã.

A Bayer é a única empresa que produz glifosato nos EUA, mas o setor agrícola também importa grandes volumes de cópias genéricas da China.

A Bayer, que há anos tenta se defender de contestações de responsabilidade civil por alegações de que o herbicida causa câncer, chegou a um acordo no início desta semana para pagar até US$7,25 bilhões para resolver dezenas de milhares de ações judiciais desse tipo.

Separadamente, o grupo alemão convenceu a Suprema Corte dos Estados Unidos a julgar um recurso que limitaria drasticamente a responsabilidade da Bayer nos processos judiciais, que foram movidos principalmente por usuários particulares de jardinagem.

A decisão da Suprema Corte de julgar o caso veio depois que o governo Trump apoiou a visão da Bayer de que a regulamentação federal do glifosato, que é principalmente a favor da Bayer, deve ter precedência sobre as leis estaduais invocadas pelos demandantes.

(Reportagem de Patricia Weiss; texto de Ludwig Burger)

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS LF

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