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Soja amplia ganhos com otimismo em relação à demanda da China; trigo sobe quase 3%

Reuters12 de fev de 2026 às 23:42

Por Julie Ingwersen

- Os contratos futuros da soja negociados em Chicago subiram para uma máxima de dois meses nesta quinta-feira, com a esperança de que um possível descongelamento nas relações comerciais dos EUA com a China, maior compradora global de soja, possa estimular novas compras da oleaginosa, segundo analistas.

Os futuros do trigo atingiram seu maior maior valor em quase três meses, impulsionados por compras baseadas em gráficos e cobertura de posições vendidas, e o milho seguiu a tendência de alta.

Os futuros de soja SH26 fecharam em alta de 13,25 centavos, ou 1,2%, a US$11,3725 por bushel, após atingirem US$ 11,415, máxima de contrato desde 2 de dezembro.

O trigo WH26 encerrou com alta de 15,25 centavos, ou 2,8%, a US$5,525 o bushel, e o milho para março CH26 encerrou com alta de 3,75 centavos, ou 0,9%, a US$4,3125 o bushel.

A soja continuou em destaque em meio à perspectiva de maior demanda por suprimentos dos EUA. Os futuros subiram na semana passada quando o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China havia aumentado sua meta de compras de soja dos EUA sob uma trégua comercial acordada no final de outubro.

As expectativas foram ainda mais impulsionadas por uma reportagem do South China Morning Post, que afirmou que Trump e o presidente chinês Xi Jinping poderiam estender a trégua comercial entre seus países por até um ano em uma reunião no início de abril.

"Ambos os líderes têm algo a ganhar... com um acordo de curto prazo que os beneficie internamente, enquanto buscam manter seu poder. Isso significa que poderemos ver um acordo que leve commodities para a China", disse o economista-chefe de commodities da StoneX, Arlan Suderman, em uma nota aos clientes.

O otimismo compensou a pressão do aumento das estimativas para a safra de soja no Brasil, maior fornecedor mundial.

A Conab elevou na quinta-feira sua estimativa para a safra de soja do país para um recorde de 177,98 milhões de toneladas, ante a previsão de janeiro de 176,12 milhões. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos elevou esta semana sua estimativa para a safra brasileira para 180 milhões de toneladas.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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