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Primeira-ministra do Japão deve obter vitória esmagadora nas eleições

Reuters8 de fev de 2026 às 13:59

Por John Geddie e Tim Kelly

- A coalizão da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, estava prestes a obter uma vitória esmagadora nas eleições de domingo, segundo as pesquisas de boca de urna, abrindo caminho para seus cortes de impostos, que assustaram os mercados financeiros, e para os gastos militares destinados a combater a China.

O Partido Liberal Democrático de Takaichi e seu parceiro de coalizão, o Partido da Inovação do Japão, conhecido como Ishin, podem garantir até 366 das 465 cadeiras na Câmara dos Deputados, que tem mais poder, uma maioria qualificada que facilitaria sua agenda legislativa, de acordo com a emissora pública NHK.

O PLD sozinho já havia garantido as 233 cadeiras necessárias para a maioria cerca de 90 minutos após o encerramento das urnas. Seu partido deve conquistar até 328 cadeiras, o que seria seu melhor resultado de todos os tempos.

A primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão, de 64 anos, convocou eleições antecipadas no inverno (hemisfério norte), algo raro, para capitalizar sua alta popularidade desde que foi promovida à liderança do PLD no final do ano passado.

RARA ELEIÇÃO DE INVERNO DE TAKAICHI DÁ RESULTADO

Os eleitores foram atraídos por sua imagem de franqueza e dedicação ao trabalho, mas suas tendências nacionalistas e ênfase na segurança tensionaram as relações com a poderosa vizinha China, enquanto suas promessas de cortes de impostos abalaram os mercados financeiros.

Os japoneses enfrentaram a neve para votar, com nevascas recordes em algumas partes do país, causando congestionamentos no trânsito e obrigando algumas seções eleitorais a fechar mais cedo.

Esta é apenas a terceira eleição do pós-guerra realizada em fevereiro, com as eleições normalmente sendo convocadas durante os meses mais amenos.

Fora de uma seção eleitoral na cidade de Uonuma, na montanhosa província de Niigata, o professor Kazushige Cho, 54 anos, enfrentou temperaturas abaixo de zero e neve profunda para votar no Partido Liberal Democrático de Takaichi.

“Parece que ela está criando um senso de direção — como se todo o país estivesse se unindo e avançando. Isso realmente me toca”, disse ele.

Mas a promessa eleitoral de Takaichi de suspender o imposto de 8% sobre vendas de alimentos para ajudar as famílias a lidar com o aumento dos preços assustou os investidores preocupados com a forma como o país com o maior endividamento entre as economias avançadas irá financiar o plano.

“Seus planos para o corte do imposto sobre o consumo deixam em aberto grandes dúvidas sobre o financiamento e como ela vai fazer as contas fecharem”, disse Chris Scicluna, chefe de pesquisa da Daiwa Capital Markets Europe em Londres.

O chefe da principal associação empresarial do Japão, Keidanren, Yoshinobu Tsutsui, saudou o resultado como uma restauração da estabilidade política. “A economia do Japão está agora em um momento crítico para alcançar um crescimento sustentável e forte”, disse ele.

O PLD, que governou durante quase toda a história do Japão no pós-guerra, havia perdido o controle das duas Casas do Parlamento nas eleições dos últimos 15 meses sob o comando do antecessor de Takaichi, Shigeru Ishiba.

((Tradução Redação São Paulo))

REUTERS AC

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