
Por Dave Sherwood
HAVANA, 6 Fev (Reuters) - Cuba detalhou na sexta-feira um plano abrangente para proteger serviços essenciais e racionar combustível, enquanto o governo comunista se mantinha firme em desafiar os esforços dos EUA para cortar o fornecimento de petróleo à ilha caribenha.
As medidas de racionamento são as primeiras a serem anunciadas desde que o presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas sobre os produtos destinados aos EUA de qualquer país que exportasse combustível para Cuba e sugeriu tempos difíceis para os cubanos, que já sofrem com a grave escassez de alimentos, combustível e medicamentos.
Ministros do governo afirmaram que as medidas garantirão o abastecimento de combustível para setores essenciais, incluindo produção agrícola, educação, abastecimento de água, saúde e defesa.
O ministro do Comércio, Óscar Pérez-Oliva, adotou um tom desafiador ao apresentar os detalhes do plano do governo.
“Esta é uma oportunidade e um desafio que, sem dúvida, vamos superar”, disse Pérez-Oliva a um programa de notícias da televisão. “Não vamos entrar em colapso.”
O governo fornecerá combustível para os setores de turismo e exportação, incluindo a produção dos famosos charutos cubanos, a fim de garantir as divisas necessárias para financiar outros programas básicos, disse Pérez-Oliva, acrescentando: “Se não tivermos renda, não superaremos esta situação”.
As viagens aéreas domésticas e internacionais não serão imediatamente afetadas pelo racionamento de combustível, embora os motoristas sofram cortes nos postos de gasolina até que o abastecimento se normalize, disse ele.
O governo disse que protegerá os portos e garantirá combustível para o transporte doméstico, em uma tentativa de proteger os setores de importação e exportação da nação insular.
Altas autoridades afirmaram que a saúde também seria priorizada, com ênfase especial em serviços de emergência, maternidades e programas de combate ao câncer.
((Tradução Redação São Paulo))
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