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Protesto bloqueia portaria de unidade da Cargill em Santarém

Reuters2 de fev de 2026 às 19:20

- Um grupo de manifestantes continua a bloquear a portaria de um terminal da Cargill em Santarém (PA), o que impede o trânsito de caminhões graneleiros vindos do Mato Grosso e produtores locais, afirmou a empresa em comunicado nesta segunda-feira.

A Cargill informou ainda que não há qualquer ocupação dentro de suas operações.

Santarém é um importante polo exportador da Cargill, mas o total de grãos recebido no local pela empresa via rodoviária -- foco do protesto -- representa uma porção menor da soja e do milho movimentado pela companhia no local.

A maior parte chega pelo modal hidroviário, segundo o site da empresa, que não teceu comentários sobre o impacto da manifestação em suas operações.

A companhia embarcou mais de 5,5 milhões de toneladas de soja e milho por Santarém no ano passado, segundo informação do setor portuário. O volume exportado, com origem principalmente no Centro-Oeste, representou mais de 70% do total movimentado desses grãos no porto paraense.

A Cargill, que afirmou que o protesto começou em 22 de janeiro, disse também que a pauta apresentada pelos manifestantes "é um tema sobre o qual a empresa não tem ingerência".

Segundo uma reportagem do G1, um grupo de indígenas realiza um protesto no local contra obras de dragagem no rio Tapajós, um importante canal de escoamento para o agronegócio. Neste rio, funciona o porto fluvial de Miritituba (PA), de onde barcaças levam cargas do agronegócio até os portos exportadores no rio Amazonas.

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