
31 Jan (Reuters) - Pelo menos uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas em uma explosão neste sábado no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã, informou um funcionário local a agências de notícias iranianas.
A causa da explosão ainda não foi determinada.
A agência semioficial Tasnim afirmou que as notícias veiculadas nas redes sociais alegando que um comandante da Marinha da Guarda Revolucionária havia sido alvo da explosão eram "completamente falsas".
A mídia iraniana informou que a explosão está sendo investigada, mas não forneceu mais informações. Não foi possível contatar imediatamente as autoridades iranianas para comentar o assunto.
Em outro incidente, quatro pessoas morreram após uma explosão de gás na cidade de Ahvaz, perto da fronteira com o Iraque, segundo o jornal estatal Tehran Times. Nenhuma outra informação estava disponível imediatamente.
Dois funcionários israelenses disseram à Reuters que Israel não esteve envolvido nas explosões de sábado, que ocorrem em meio a tensões crescentes entre Teerã e Washington devido à repressão do Irã aos protestos em todo o país e ao programa nuclear iraniano.
O Pentágono não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse em 22 de janeiro que uma "armada" estava a caminho do Irã. Diversas fontes afirmaram na sexta-feira que Trump estava avaliando opções contra o Irã, incluindo ataques direcionados às forças de segurança.
No início deste sábado, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou os líderes de EUA, Israel e Europa de explorarem os problemas econômicos do Irã, incitarem a agitação social e fornecerem ao povo os meios para "destruir a nação".
Bandar Abbas, que abriga o porto de contêineres mais importante do Irã, fica no Estreito de Ormuz, uma via navegável vital entre o país e Omã, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo.
O porto sofreu uma grande explosão em abril passado, que matou dezenas de pessoas e feriu mais de mil. Na época, uma comissão de investigação atribuiu a explosão a falhas no cumprimento dos princípios de defesa civil e segurança.
O Irã foi abalado por protestos que eclodiram em dezembro devido às dificuldades econômicas, representando um dos maiores desafios para os governantes religiosos do país.
Pelo menos 5.000 pessoas foram mortas nos protestos, incluindo 500 membros das forças de segurança, disse à Reuters um funcionário iraniano.
(Reportagem da redação de Dubai e de Menna Alaa El-Din no Cairo; reportagem adicional de Phil Stewart em Washington)
((Tradução Redação São Paulo))
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