
28 Jan (Reuters) - O grupo de transporte marítimo francês CMA CGM e a empresa de investimentos norte-americana Stonepeak concordaram em criar uma joint venture avaliada em quase US$10 bilhões para operar e investir em terminais portuários, inclusive nos Estados Unidos, informaram as empresas nesta quarta-feira.
A CMA CGM, o terceiro maior grupo de transporte de contêineres do mundo, anunciou no ano passado planos de investir US$20 bilhões nos Estados Unidos, recebendo elogios do presidente Donald Trump, que fez da revitalização do setor de transporte marítimo dos EUA uma prioridade política.
De acordo com a joint venture de terminais, a Stonepeak investirá US$2,4 bilhões para adquirir uma participação minoritária de 25%, enquanto a CMA CGM incorporará dez terminais que já controla, inclusive em Nova York e Los Angeles, disseram as empresas em um comunicado.
A Stonepeak potencialmente fornecerá mais US$3,6 bilhões em financiamento para futuros projetos de terminais conjuntos. A CMA CGM, por sua vez, usará os US$2,4 bilhões em recursos da transação para investir no crescimento de seus negócios principais, de acordo com o comunicado.
"A criação da United Ports LLC, nossa joint venture com a Stonepeak, marca um passo importante no desenvolvimento de nossas atividades de terminais nos Estados Unidos e no mundo", disse Rodolphe Saade, presidente e presidente-executivo da CMA CGM, no comunicado.
Assim como seus rivais no setor de transporte marítimo, a CMA CGM investiu pesadamente em terminais portuários para reforçar seu acesso às principais rotas e para depender menos dos ganhos voláteis do transporte marítimo.
O grupo, controlado de forma privada pela família Saade, manifestou interesse em adquirir alguns dos portos da CK Hutchison 0001.HK. O conglomerado de Hong Kong propôs a venda de portos, em um cenário de tensões entre Washington e Pequim pelo controle das rotas comerciais, incluindo o Canal do Panamá.
(Reportagem de Gus Trompiz em Paris e Anusha Shah em Bengaluru)
((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS