
Por Renee Hickman
23 Jan (Reuters) - Os futuros de grãos e oleaginosas subiram em Chicago nesta sexta-feira, conforme o frio intenso nos EUA e em outras áreas do mundo aumentou os temores de danos às plantações e impactos nas fábricas de processamento.
Grandes vendas de milho mantiveram o foco no ritmo acelerado de exportação dessa commodity, de acordo com Jim McCormick, cofundador do AgMarket.net.
O frio intenso nos EUA também afetou os mercados de soja e milho, disse McCormick, conforme as usinas de processamento ficaram mais lentas, causando um aumento nos futuros de produtos como o farelo de soja.
A previsão de frio também provocou temores de perdas nas lavouras de trigo que não contam com cobertura de neve.
As condições climáticas na América do Sul deram suporte à soja, e as esperanças de maior demanda chinesa sustentaram o mercado.
A seca em uma faixa do sul da Argentina está levantando preocupações sobre as condições do milho e da soja no país.
Uma recuperação do petróleo bruto, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que uma frota norte-americana estava indo em direção ao Irã, deu suporte adicional aos grãos e à soja, que são parcialmente usados como biocombustível.
O contrato mais ativo do trigo, Wv1, na Chicago Board of Trade, subiu 14 centavos, a US$5,2950 o bushel.
A soja CBOT Sv1 subiu 3,75 centavos, para US$10,6775 o bushel, mas manteve-se abaixo de uma alta de três semanas registrada na quinta-feira.
O milho CBOT Cv1 subiu 6,50 centavos, a US$4,3050 o bushel.
Uma onda contínua de frio intenso na Rússia, o maior exportador de trigo do mundo, aumentou as preocupações.
A consultoria Sovecon disse na quinta-feira que poderia cortar sua previsão para a safra russa deste ano se o período de frio em todo o país persistir por uma semana ou mais.
((Tradução Redação São Paulo))
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