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Petróleo cai 2% após Trump reduzir ameaças à Groenlândia e ao Irã

Reuters22 de jan de 2026 às 21:28

Por Scott DiSavino

- Os preços do petróleo caíram cerca de 2%, atingindo a mínima de uma semana nesta quinta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suavizou as ameaças em relação à Groenlândia e ao Irã, e devido a algum movimento positivo que poderia levar a uma solução para acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia.

Os contratos futuros do Brent LCOc1 caíram US$1,18, ou 1,8%, para fechar a US$64,06 o barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos CLc1 caiu US$1,26, ou 2,1%, e fechou na mínima de uma semana, de US$59,36 o barril.

Trump disse que garantiu o acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia em um acordo com a Otan, cujo chefe disse que os aliados teriam que aumentar seu compromisso com a segurança do Ártico para afastar as ameaças da Rússia e da China.

Os líderes da União Europeia, enquanto isso, repensarão os laços com os EUA em uma cúpula de emergência na quinta-feira, depois que a ameaça de Trump de tarifas e até mesmo de ação militar para adquirir a Groenlândia abalou gravemente a confiança no relacionamento transatlântico, disseram diplomatas.

"Há uma deflação do prêmio de risco relacionado a ... Groenlândia e o risco de fornecimento do Irã também foi reduzido", disse Ole Hansen, analista-chefe de commodities do Saxo Bank.

Trump também disse que esperava que não houvesse mais ação militar dos EUA no Irã, mas acrescentou que os EUA agiriam se o Irã retomasse seu programa nuclear.

O Irã, que opera sob sanções, é o terceiro maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás da Arábia Saudita e do Iraque.

Com menos tensão em torno da Groenlândia e do Irã, os preços do petróleo devem se manter em torno de US$60 o barril, de acordo com Tony Sycamore, analista da corretora online IG.

(Reportagem de Scott DiSavino, em Nova York, e Anna Hirtenstein, em Londres. Reportagem adicional de Sam Li, em Pequim, e Siyi Liu, em Cingapura)

((Tradução Redação Rio de Janeiro)) REUTERS MN

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