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Importação de diesel pelo Brasil cresce 20% em 2025 com recuo de produção, diz StoneX

Reuters7 de jan de 2026 às 21:53

Por Marta Nogueira

- As importações de diesel A (puro) pelo Brasil cresceram 20% em 2025 ante o ano anterior, para um recorde de 17,3 bilhões de litros, em um período em que a Rússia perdeu participação para os Estados Unidos, mas se manteve como principal fornecedor externo ao Brasil, apontaram dados oficiais do governo e análise da consultoria StoneX.

O volume foi registrado em um cenário de avanço da demanda interna, com "bons resultados das safras agrícolas e do setor industrial", e de um recuo na produção das refinarias brasileiras, segundo a StoneX.

O avanço da importação ocorreu ainda apesar do aumento da mistura do biodiesel no diesel B, vendido nos postos, a partir de agosto de 2025, de 14% para 15%, destacou a consultoria.

As importações de diesel representam mais de 20% do consumo do consumo nacional.

A Rússia enviou um total de 8,1 bilhões de litros de diesel ao Brasil, volume 14% menor na comparação com 2024. O recuo foi puxado entre agosto e novembro, "quando o país sofreu com uma redução da sua capacidade de refino de petróleo em meio às ofensivas ucranianas contra centros de processamento".

As importações de diesel dos Estados Unidos, por sua vez, aumentaram para 5,7 bilhões de litros em 2025, ante 2,4 bilhões em 2024.

"Para 2026, as expectativas se mantêm de uma maior participação norte-americana, ao passo que o volume russo dependerá, em parte, do conflito com a Ucrânia, com novas ofensivas podendo resultar em problemas na capacidade de refino do país", disse a StoneX, em relatório.

Outros importantes fornecedores do Brasil foram Índia, com 1,63 bilhão de litros, e Arábia Saudita, com 765 milhões de litros.

A StoneX observou ainda que as expectativas seguem para uma pauta importadora aquecida em 2026, principalmente pelas expectativas de um novo recorde das vendas de diesel B (já com mistura de biodiesel) no Brasil, que poderão crescer 1,8% na comparação com 2025, para 70,4 bilhões de litros e limitações da capacidade de refino.

Em contrapartida, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel vendido nos postos previsto para março, de 15% para 16%, pode ser um fator que promova uma desaceleração das compras do combustível fornecido pelo exterior.

GASOLINA

As importações de gasolina A (pura) pelo Brasil somaram 3,67 bilhões de litros em 2025, o que representou um aumento anual de 27,6%.

A alta ocorreu com um crescimento das internalizações nos últimos dois meses do ano, somando 1,5 bilhão de litros no período, o equivalente a 41% do acumulado do ano.

"Mesmo com os dois ajustes (de preços) da estatal (Petrobras) ao longo do ano, a janela de importação se ampliou no último bimestre. Com a manutenção desse diferencial elevado -- que chegou a superar R$0,30/litro por um longo período --, a gasolina A internacional se mostrou mais atrativa para o mercado interno", disse a StoneX.

Até outubro, as importações de gasolina A acumuladas apresentavam queda de 10,8% frente a 2024.

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