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Petróleo sobe com risco de interrupções na oferta da Venezuela e Rússia

Reuters22 de dez de 2025 às 21:56

Por Shariq Khan

- Os preços do petróleo subiram nesta segunda-feira, depois que a Guarda Costeira dos EUA buscou interceptar um petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, um dia antes, e a Ucrânia danificou duas embarcações e píeres na Rússia, aumentando o risco de interrupções no fornecimento do produto.

Os contratos futuros do petróleo Brent LCOc1 ganharam US$ 1,60, ou 2,7%, para encerrarem em US$62,07 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA CLc1 subiram US$1,49, ou 2,6%, fechando a US$58,01 por barril.

No domingo, a Guarda Costeira dos EUA buscou interceptar um navio petroleiro que, segundo as autoridades americanas, faz parte da evasão de sanções ilegais da Venezuela, a terceira operação desse tipo neste mês. A perseguição ocorreu após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, na semana passada, de um bloqueio de petroleiros sob sanções que entram e saem da Venezuela.

Os participantes do mercado veem um risco de interrupção das exportações de petróleo venezuelano por causa do embargo dos EUA, tendo anteriormente minimizado o risco, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

O petróleo bruto venezuelano representa 1% da oferta global, e a maior parte é comprada pela China. Pequim disse na segunda-feira que a apreensão de navios de outro país pelos EUA é uma grave violação do direito internacional, depois que os EUA interceptaram no sábado um navio petroleiro com destino à China na costa venezuelana.

Os preços do petróleo também estavam subindo também devido a relatos de ataques de drones ucranianos a navios russos em um porto do Mar Negro, disse a empresa de consultoria em comércio de petróleo Ritterbusch and Associates em uma nota.

Um ataque de drones ucranianos danificou duas embarcações, dois cais e provocou um incêndio em um vilarejo na costa do Mar Negro, na região russa de Krasnodar, informaram as autoridades regionais na segunda-feira. A região do Mar Negro é vital para as exportações de energia da Rússia.

((Tradução Redação São Paulo 55 11 56447751)) REUTERS RS

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