Kashkari, do Fed: Pressões inflacionárias se espalharam além do choque do petróleo para diversas áreas da economia dos EUA
O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, destacou que a inflação nos EUA permanece elevada e disseminada por múltiplos setores, indo além dos preços de energia e do petróleo. Para conter as pressões inflacionárias persistentes, o Fed elevou a taxa de juros em 25 pontos-base na reunião de 15 e 16 de setembro, visando alcançar a meta de 2%. Apesar das incertezas geopolíticas, Kashkari ressalta a resiliência econômica e a solidez do mercado de trabalho, expressando confiança de que o crescimento econômico sustentado ajudará a reduzir a inflação e facilitará a atuação do banco central.

TradingKey - O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, afirmou que a inflação nos EUA permanece elevada, com as pressões sobre os preços não estando mais restritas ao petróleo impulsionado pela guerra no Irã, mas sim se espalhando por múltiplos setores da economia.
Kashkari declarou que a inflação vivenciada pelos americanos no dia a dia é "muito mais do que apenas uma questão do preço do petróleo", tendo penetrado em todos os aspectos da economia. Ele destacou que, além dos preços de energia, as pressões inflacionárias também existem no setor de serviços, indicando que as altas de preços estão mais disseminadas e que o Fed ainda precisa continuar trabalhando para trazer a inflação de volta à sua meta de 2%.
Na reunião de política monetária de 15 e 16 de setembro, os dirigentes do Fed decidiram unanimemente elevar a taxa de juros em 25 pontos-base, marcando a primeira alta de juros desde 2023. A medida visava conter a inflação, que teima em não retornar à faixa da meta. Kashkari disse que o Fed não consegue trazer a inflação para 2% há mais de cinco anos, deixando os formuladores de política cada vez mais preocupados de que as pressões sobre os preços não sejam desencadeadas meramente por fatores pontuais, como o conflito no Oriente Médio e as tarifas, mas sim acumuladas em toda a atividade econômica mais ampla.
Como um dos três dirigentes dissidentes que defenderam um aumento de juros na reunião de julho, Kashkari já havia alertado anteriormente que, se o aperto monetário fosse iniciado tarde demais, as expectativas de inflação poderiam se enraizar, momento em que o Fed poderia ser forçado a adotar medidas de aperto mais agressivas. Ele enfatizou que controlar a inflação é a responsabilidade central do Fed e que o banco central possui as ferramentas de política monetária para atingir esse objetivo.
Embora conflitos geopolíticos e atritos comerciais continuem trazendo incerteza para as perspectivas econômicas, Kashkari acredita que a economia dos EUA tem demonstrado forte resiliência e que o mercado de trabalho permanece sólido. Ele espera que, à medida que as perturbações causadas por alguns conflitos externos diminuam, o crescimento econômico retome seu papel dominante e ajude a reduzir ainda mais a inflação.
"Minha esperança é que, à medida que alguns conflitos fiquem em segundo plano, o crescimento econômico possa realmente assumir o controle e ajudar a baixar a inflação", disse Kashkari. "Se a inflação continuar caindo, o trabalho do Fed será muito mais fácil."
Este conteúdo foi traduzido por IA e revisado por humanos. Ele é fornecido apenas para fins informativos e de referência, não constituindo aconselhamento financeiro ou recomendação de investimento.
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