PEQUIM, 1 Ago (Reuters) - Em um campo de futebol em Pequim, "T1" está praticando chutes e assumindo posições. No entanto, T1 não é um jogador comum, mas um robô humanoide ganhador de medalha de ouro que está treinando para a primeira edição dos Jogos Mundiais de Robôs Humanoides, que serão realizados em Pequim a partir de 15 de agosto.
O T1 faz parte de uma corrida para assumir a liderança em robótica humanoide, conforme a China procura se tornar mais autossuficiente em tecnologias avançadas.
Os Jogos reunirão equipes de mais de 20 países em eventos que vão de atletismo a dança e artes marciais, além de aplicações práticas, como manuseio industrial e serviços médicos.
O T1 e seus dois companheiros de equipe, da equipe Hephaestus da Universidade de Tsinghua, fizeram história para a China no mês passado ao ganharem o ouro na categoria "adulto" da Liga de Robôs Humanoides da RoboCup, que existe há 28 anos, em Salvador.
"O governo chinês está promovendo ativamente o desenvolvimento de robôs humanoides", disse Zhao Mingguo, cientista-chefe da Booster Robotics, fabricante do T1. "Para avançar a tecnologia, o governo está organizando ativamente eventos competitivos, e esses jogos esportivos são uma dessas experiências."
A Booster Robotics vê o futebol como um teste poderoso de percepção, tomada de decisões e tecnologias de controle que podem ser aplicadas posteriormente em fábricas ou residências.
Mas o desempenho dos robôs humanoides ainda depende, em grande parte, de variáveis ambientais, como a superfície e a dureza do solo e o gradiente de quaisquer inclinações, de acordo com Chen Penghui, da Hephaestus.
Não seria a primeira vez que um time de futebol visitaria um novo local e lamentaria o estado do campo.
(Por Liam Mo e Brenda Goh)
((Tradução Redação Brasília))
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