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Acordo em Gaza emergiu após 96 horas intensas, dizem autoridades dos EUA

Reuters15 de jan de 2025 às 20:39

Por Steve Holland

- Um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns em Gaza, que era perseguido há muito tempo, foi alcançado ao final de intensas 96 horas de negociações em Doha, mediadas por diplomatas norte-americanos, egípcios e do Catar, que persuadiram Israel e Hamas a finalmente concluirem o acordo.

Uma autoridade sênior do governo do presidente dos Estados Unidos em fim de mandato, Joe Biden, creditou a presença do novo enviado do presidente eleito Donald Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, como fundamental para se chegar ao acordo anunciado nesta quarta-feira, após 15 meses de uma guerra que devastou o enclave palestino e se espalhou pelo Oriente Médio.

Liderando o lado dos EUA estava o enviado de Biden para o Oriente Médio, Brett McGurk, que está na região desde 5 de janeiro trabalhando de perto no que a autoridade chamou de "acordo muito complexo".

O acordo entre Israel e Hamas recebeu um grande impulso para cruzar a linha de chegada com os repetidos avisos de Trump de que haveria um "inferno" no Oriente Médio se os reféns mantidos pelo grupo militante não fossem libertados antes de sua posse em 20 de janeiro, segundo fontes com conhecimento do assunto.

O acordo, após meses de negociações intermitentes, ganhou embalo depois que Israel e a milícia Hezbollah, do Líbano, fecharam um cessar-fogo em novembro, e as negociações chegaram a um ponto de ebulição nas últimas 96 horas, disse a autoridade do governo dos EUA.

Um obstáculo central foi a recusa do Hamas em admitir quantos reféns estava mantendo ou quem, entre os reféns, seria libertado na primeira fase do acordo.

Os reféns estavam entre o grupo sequestrado pelo Hamas durante o ataque do grupo militante contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, quando homens armados também mataram 1.200 pessoas, de acordo com os registros israelenses.

"Essa era a principal questão pouco antes do Natal, e mantivemos a pressão sobre o Hamas e deixamos claro que não haveria acordo em nenhuma circunstância, a menos que o Hamas apresentasse e concordasse com a lista completa de reféns que sairiam no acordo", disse a autoridade dos EUA.

O Hamas concordou com a lista de reféns no final de dezembro, o que acelerou a fase final para se chegar a um acordo para libertar os reféns em troca da libertação de alguns prisioneiros palestinos mantidos por Israel, disse a autoridade.

McGurk, que estava na região liderando a equipe dos EUA que trabalhava para definir os detalhes, posteriormente recebeu a companhia de Witkoff.

Os pontos principais incluíram termos do cessar-fogo, a sequência da libertação dos reféns, o número de prisioneiros palestinos que Israel libertaria em troca e a futura ajuda humanitária a Gaza, disse a autoridade.

Essa fase das negociações tornou-se muito intensa.

O envolvimento de Witkoff com McGurk na fase final das negociações foi uma "parceria frutífera entre os dois para ajudar a definir alguns dos acordos finais e levá-los a uma conclusão", disse a autoridade.

Witkoff, um investidor imobiliário próximo a Trump, também visitou Israel para se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, e uma pessoa com conhecimento do acordo disse que Witkoff "conseguiu pressionar Netanyahu a aceitar o acordo e a agir rapidamente".

(Reportagem de Steve Holland; reportagens adicionais de Matt Spetalnick e Erin Banco)

((Tradução Redação Rio de Janeiro))

REUTERS PF

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