Once Upon a Farm no 2º tri fiscal de 2026: vendas sobem 42,3%
A Once Upon a Farm reportou um crescimento de 42,3% nas vendas líquidas no 2º trimestre fiscal de 2026, atingindo US$ 85,4 milhões, impulsionado pela categoria Baby. Apesar da expansão, a margem bruta caiu 485 pontos-base e o EBITDA ajustado tornou-se negativo devido ao aumento das despesas de SG&A e gastos comerciais. O IPO fortaleceu o caixa e eliminou dívidas, mas as operações ainda consomem capital. A empresa elevou seu guidance anual, exigindo uma transição para EBITDA positivo no segundo semestre, mantendo o desafio de converter o rápido ganho de volume em rentabilidade operacional sustentável.
Once Upon a Farm no 2º tri fiscal de 2026: vendas sobem 42,3%
Once Upon a Farm (NYSE: OFRM) reportou vendas líquidas de US$ 85,4 milhões no 2º trimestre fiscal de 2026, alta de 42,3% ante US$ 60,0 milhões um ano antes, enquanto o prejuízo líquido diluído por ação diminuiu para US$ 0,12, de US$ 1,36. O crescimento foi impulsionado principalmente por volume, mas a margem bruta recuou 485 pontos-base e o EBITDA ajustado tornou-se negativo, à medida que gastos comerciais, mix e despesas mais elevadas de SG&A pressionaram a rentabilidade. Ainda assim, a empresa elevou suas perspectivas para vendas e EBITDA ajustado no ano completo.
Principais resultados financeiros
As vendas aumentaram US$ 25,4 milhões, sustentadas por crescimento de volume de 40,3%, decorrente da maior distribuição de produtos existentes e de lançamentos de novos produtos. O lucro bruto aumentou em dólares, mas cresceu mais lentamente que a receita, resultando em compressão substancial de margem.
O prejuízo líquido GAAP diminuiu cerca de 45%, embora a melhora tenha refletido em grande parte a ausência de uma despesa do ano anterior relacionada a passivo derivativo, e não uma rentabilidade operacional mais forte. O EBITDA ajustado, que exclui essa despesa e outros itens especificados, passou para prejuízo.
| Métrica | 2º tri fiscal de 2026 | 2º tri fiscal de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Vendas líquidas | US$ 85,4 milhões | US$ 60,0 milhões | +42,3% |
| Lucro bruto e margem | US$ 30,6 milhões; 35,9% | US$ 24,5 milhões; 40,7% | Lucro +aproximadamente 25%; margem -485 pb |
| Despesas de SG&A | US$ 36,3 milhões | US$ 24,4 milhões | +aproximadamente 48,5% |
| Resultado operacional (prejuízo) | (US$ 5,6 milhões) | US$ 0,02 milhão | Passou para prejuízo |
| Prejuízo líquido | (US$ 5,0 milhões) | (US$ 9,0 milhões) | Prejuízo diminuiu aproximadamente 45% |
| Prejuízo líquido diluído por ação | (US$ 0,12) | (US$ 1,36) | Melhora de US$ 1,24 |
| EBITDA ajustado | (US$ 1,7 milhão) | US$ 2,0 milhões | Passou para prejuízo |
O EBITDA ajustado é uma medida não GAAP. A empresa exclui itens como remuneração baseada em ações, determinados custos relacionados ao IPO, juros, impostos, depreciação e amortização, além de mudanças no valor justo de passivos especificados.
Produtos Baby impulsionaram a maior parte do crescimento
As vendas da categoria Baby cresceram muito mais rapidamente que as da categoria Kid e geraram aproximadamente 69% do aumento total das vendas da companhia em relação ao ano anterior. Baby Snacks permaneceu como o maior contribuinte dentro da categoria Baby, enquanto Kid Pouches continuou sendo a maior categoria individual de produtos da empresa.
| Categoria de produto | Vendas no 2º tri fiscal de 2026 | Vendas no 2º tri fiscal de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Total Kid | US$ 43,9 milhões | US$ 36,1 milhões | +aproximadamente 21,7% |
| Kid Pouches | US$ 36,3 milhões | US$ 29,9 milhões | +aproximadamente 21,2% |
| Kid Snacks | US$ 7,6 milhões | US$ 6,1 milhões | +aproximadamente 24,3% |
| Total Baby | US$ 41,5 milhões | US$ 23,9 milhões | +aproximadamente 73,2% |
| Baby Pouches | US$ 11,3 milhões | US$ 6,5 milhões | +aproximadamente 74,6% |
| Baby Snacks | US$ 29,6 milhões | US$ 16,8 milhões | +aproximadamente 76,4% |
A expansão mais rápida da categoria Baby aproximou suas vendas trimestrais das da categoria Kid, criando um mix de receita mais equilibrado entre os dois negócios.
Crescimento do lucro bruto não acompanhou as despesas de SG&A
A margem bruta caiu para 35,9% devido aos gastos comerciais, incluindo um programa nacional no canal de clubes, e ao mix de vendas. Preços e menores taxas de colocação relacionadas a coolers compensaram parcialmente essas pressões, mas não foram suficientes para evitar a contração de 485 pontos-base.
Ao mesmo tempo, as despesas de SG&A aumentaram US$ 11,9 milhões, ante um crescimento de US$ 6,2 milhões no lucro bruto. SG&A atingiu 42,5% das vendas, alta de 179 pontos-base, refletindo aproximadamente US$ 3,5 milhões em remuneração baseada em ações e pagamentos de desempenho relacionados ao IPO, além de maiores gastos com marketing, mão de obra e funcionários. Custos logísticos menores proporcionaram uma compensação parcial.
Isso explica por que os resultados operacionais enfraqueceram mesmo com a melhora do prejuízo líquido GAAP. O trimestre do ano anterior incluiu uma despesa sem efeito caixa de US$ 8,2 milhões relativa ao valor justo de passivo derivativo, enquanto não houve despesa semelhante no 2º trimestre fiscal de 2026. A receita de juros também aumentou para US$ 835 mil, de US$ 73 mil. Como o EBITDA ajustado remove esses efeitos não operacionais, caiu de um lucro de US$ 2,0 milhões para um prejuízo de US$ 1,7 milhão, oferecendo uma visão mais clara da pressão subjacente sobre as despesas.
Fluxo de caixa e balanço patrimonial
O balanço patrimonial se fortaleceu substancialmente após o IPO de fevereiro de 2026. Caixa e equivalentes aumentaram para US$ 93,5 milhões em 30 de junho, de US$ 10,9 milhões no fim de 2025, enquanto a dívida total caiu de US$ 60,2 milhões para zero. A mudança refletiu principalmente os recursos do IPO e o pagamento de dívida, e não caixa gerado pelas operações.
Nos primeiros seis meses de 2026, as atividades operacionais consumiram US$ 17,9 milhões em caixa, em comparação com US$ 17,2 milhões no período do ano anterior. Os usos de capital de giro incluíram aumento de US$ 8,2 milhões em contas a receber e formação de estoques de US$ 6,8 milhões. Os investimentos em capital foram de US$ 2,4 milhões, acima dos US$ 2,0 milhões.
As atividades de financiamento forneceram US$ 103,0 milhões no primeiro semestre, incluindo US$ 155,4 milhões em recursos provenientes da emissão de ações ordinárias, parcialmente compensados pelo pagamento de uma linha de crédito de US$ 43,0 milhões e pelos custos da oferta. O balanço patrimonial sem dívida resultante dá à empresa capacidade adicional para financiar a expansão, mas as operações continuaram consumindo caixa no primeiro semestre.
Projeções para 2026
A Once Upon a Farm elevou suas perspectivas para vendas e EBITDA ajustado com base no desempenho do segundo trimestre e nas tendências subjacentes de consumo. O comunicado não divulgou as faixas anteriores de guidance, portanto não é possível determinar o tamanho do aumento.
| Métrica | Projeção atualizada para 2026 | Status e contexto |
|---|---|---|
| Vendas líquidas | US$ 327 milhões a US$ 335 milhões | Elevada; implica crescimento de 36% a 39% sobre 2025 |
| EBITDA ajustado | US$ 3 milhões a US$ 4,5 milhões | Elevada; continua sendo uma projeção não GAAP |
Após vendas de US$ 158,1 milhões no primeiro semestre, a faixa atualizada requer aproximadamente US$ 168,9 milhões a US$ 176,9 milhões em vendas no segundo semestre. Com EBITDA ajustado de prejuízo de US$ 4,8 milhões no primeiro semestre, a empresa precisaria de aproximadamente US$ 7,8 milhões a US$ 9,3 milhões em EBITDA ajustado positivo no segundo semestre para atingir sua meta anual.
A empresa não forneceu uma reconciliação GAAP para a projeção de EBITDA ajustado porque afirmou que certos itens de reconciliação não poderiam ser estimados sem esforço desproporcional.
Visão da administração
O CEO e cofundador John Foraker atribuiu o desempenho das vendas à expansão da distribuição, às fortes velocidades de vendas dos produtos e à melhoria da produtividade dos coolers, à medida que aumenta o conhecimento dos consumidores, os sortimentos se ampliam e instalações mais recentes de coolers amadurecem. A administração também afirmou que novos produtos estão atraindo consumidores adicionais e aumentando o engajamento entre os lares já atendidos, com ganhos em penetração nos lares, compras recorrentes e taxas de compra.
Essas tendências sustentam a perspectiva anual mais alta, mas o objetivo de rentabilidade de longo prazo da administração ainda depende de converter o rápido crescimento de volume em margens mais fortes e alavancagem operacional.
Riscos que os investidores devem monitorar
- Pressão sobre a margem bruta: Gastos comerciais e mix reduziram a margem bruta em 485 pontos-base. A continuidade da pressão promocional ou do mix de canais poderia limitar a contribuição de lucro do crescimento das vendas.
- Crescimento de SG&A: SG&A cresceu mais rapidamente que a receita e o lucro bruto, causando prejuízo operacional e EBITDA ajustado negativo apesar do crescimento de 42,3% nas vendas.
- Requisitos de rentabilidade no segundo semestre: Atingir a meta anual de EBITDA ajustado exige uma mudança relevante para EBITDA ajustado positivo durante o segundo semestre.
- Execução em distribuição e coolers: A atual taxa de crescimento depende fortemente de distribuição incremental, novos produtos e melhoria na produtividade dos coolers. Uma expansão mais lenta ou produtividade mais fraca afetaria o crescimento do volume.
- Uso operacional de caixa: O IPO melhorou a liquidez e eliminou a dívida, mas o negócio consumiu US$ 17,9 milhões em caixa operacional no primeiro semestre, à medida que contas a receber e estoques absorveram caixa.
Resumo
Os resultados da Once Upon a Farm no 2º trimestre fiscal de 2026 mostraram rápida expansão impulsionada por volume, com produtos Baby respondendo pela maior parte das vendas incrementais. Esse crescimento ainda não se traduziu em alavancagem operacional: gastos comerciais e mix comprimiram a margem bruta, enquanto o crescimento de SG&A levou o EBITDA ajustado a prejuízo. O IPO criou um balanço patrimonial substancialmente mais forte e sem dívida, e a elevação das perspectivas desloca a atenção para a capacidade da empresa de estabilizar as margens e gerar a rentabilidade no segundo semestre necessária para cumprir suas metas anuais.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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