Aligos no 2º tri de 2026: prejuízo diminui com receita de licenças
A Aligos reduziu seu prejuízo no 2º trimestre de 2026 para US$ 1,5 milhão, impulsionada por US$ 27,8 milhões em receitas de licenciamento que compensaram o aumento de 72% nos custos de P&D. O recrutamento para o estudo B-SUPREME foi concluído, com dados esperados para o fim do 3º trimestre de 2027. Apesar do avanço regulatório, a empresa enfrenta um horizonte de financiamento limitado ao 4º trimestre de 2026. A liquidez depende estritamente da colaboração com a Amoytop e do sucesso contínuo do pipeline, destacando riscos operacionais e de capital até a divulgação dos resultados clínicos.
Dados financeiros principais
Os acordos de licenciamento contribuíram com US$ 27,8 milhões em receita trimestral, enquanto a receita de clientes foi zero. No 2º trimestre de 2025, a Aligos gerou US$ 1,0 milhão em receita de clientes e nenhuma receita de licenciamento.
As despesas operacionais aumentaram cerca de 52%, principalmente porque os custos com terceiros para o estudo de Fase 2 de pevifoscorvir sodium elevaram os gastos com P&D. Ainda assim, a contribuição do licenciamento reduziu substancialmente o prejuízo operacional.
| Métrica | 2º tri de 2026 | 2º tri de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita total | US$ 27,8 milhões | US$ 1,0 milhão | Alta de US$ 26,8 milhões |
| Receita de licenciamento | US$ 27,8 milhões | US$ 0 | Alta de US$ 27,8 milhões |
| Despesa de P&D | US$ 24,1 milhões | US$ 14,0 milhões | Alta de cerca de 72% |
| Despesa de G&A | US$ 5,6 milhões | US$ 5,6 milhões | Praticamente estável |
| Total de despesas operacionais | US$ 29,7 milhões | US$ 19,5 milhões | Alta de cerca de 52% |
| Prejuízo operacional | US$ (1,9) milhão | US$ (18,6) milhões | Redução de US$ 16,7 milhões |
| Prejuízo líquido | US$ (1,5) milhão | US$ (15,9) milhões | Redução de US$ 14,4 milhões |
| Prejuízo líquido diluído por ação | US$ (0,14) | US$ (1,53) | Redução do prejuízo de US$ 1,39 |
Abaixo da linha operacional, a receita decorrente da variação no valor justo dos warrants de ações ordinárias de 2023 aumentou para US$ 3,0 milhões, de US$ 1,7 milhão. A Aligos registrou lucro antes de impostos de US$ 1,3 milhão, mas uma provisão para imposto de renda de US$ 2,8 milhões resultou no prejuízo líquido reportado.
Progresso dos negócios e do pipeline
Pevifoscorvir sodium
A Aligos concluiu o recrutamento para o estudo B-SUPREME de Fase 2, com 131 participantes na coorte HBeAg-positiva e 114 na coorte HBeAg-negativa. Os dados principais das duas coortes são esperados para o fim do 3º trimestre de 2027.
O medicamento também recebeu a Designação de Terapia Inovadora na China para hepatite B crônica, somando-se à Designação Fast Track da Food and Drug Administration dos EUA. A Aligos licenciou à Amoytop os direitos de desenvolvimento e comercialização na Grande China, recebendo um pagamento inicial de US$ 25 milhões e mantendo elegibilidade para até US$ 420 milhões em pagamentos por marcos clínicos, regulatórios e de vendas, além de royalties escalonados em percentual alto de um dígito.
ALG-170675
A Amoytop recebeu aprovação chinesa de IND para ALG-170675, o candidato a oligonucleotídeo antissenso da Aligos para hepatite B crônica. A aprovação acionou um pagamento por marco de US$ 3 milhões, que a Aligos espera receber no 3º trimestre de 2026.
A Amoytop está financiando o desenvolvimento na China e planeja iniciar um estudo de Fase 1 de doses únicas e múltiplas ascendentes. A Aligos mantém os direitos fora da Grande China e poderá conduzir um estudo de Fase 2 em 2028, potencialmente incluindo tratamento combinado com pevifoscorvir sodium.
Economia de licenciamento melhora resultados, mas financiamento continua central
O menor prejuízo trimestral não decorreu de menores gastos com desenvolvimento. Em vez disso, a receita de licenciamento praticamente cobriu os US$ 29,7 milhões em despesas operacionais, enquanto os custos de P&D aumentaram devido ao programa de Fase 2 em andamento. Portanto, o resultado reflete tanto o investimento no pipeline quanto o momento dos aspectos econômicos das colaborações.
A liquidez no fim do trimestre também diferiu da receita de licenciamento reportada. A Aligos tinha US$ 30,4 milhões em caixa, equivalentes de caixa e investimentos em 30 de junho, excluindo o pagamento inicial de US$ 25 milhões recebido em julho, enquanto as contas a receber chegaram a US$ 27,8 milhões.
| Métrica do balanço patrimonial | 30 de junho de 2026 | 31 de dezembro de 2025 | Variação |
|---|---|---|---|
| Caixa, equivalentes e investimentos | US$ 30,4 milhões | US$ 77,8 milhões | Queda de US$ 47,4 milhões |
| Contas a receber | US$ 27,8 milhões | US$ 0 | Alta de US$ 27,8 milhões |
| Passivos circulantes | US$ 28,3 milhões | US$ 21,2 milhões | Alta de US$ 7,1 milhões |
| Patrimônio líquido dos acionistas | US$ 31,9 milhões | US$ 53,5 milhões | Queda de US$ 21,7 milhões |
A empresa espera que seus recursos de caixa financiem as operações planejadas até o 4º trimestre de 2026. O pagamento inicial de julho e o marco esperado para o 3º trimestre fornecem capital adicional não dilutivo, mas o horizonte de financiamento informado permanece consideravelmente anterior à esperada divulgação dos dados B-SUPREME no fim do 3º trimestre de 2027.
Riscos que os investidores precisam acompanhar
- Horizonte de financiamento limitado: o horizonte operacional informado pela Aligos se estende até o 4º trimestre de 2026, enquanto os principais dados de Fase 2 não são esperados até o fim do 3º trimestre de 2027.
- Aumento dos custos clínicos: a despesa de P&D aumentou cerca de 72% à medida que os gastos com terceiros no estudo de pevifoscorvir sodium cresceram, elevando a pressão sobre a liquidez.
- Incerteza clínica e regulatória: o B-SUPREME concluiu o recrutamento, mas os resultados de eficácia e segurança continuam pendentes, e as designações regulatórias não garantem aprovação.
- Dependência da Amoytop: o financiamento do desenvolvimento na China, o pagamento esperado de US$ 3 milhões e possíveis marcos futuros dependem da colaboração e do atingimento de eventos específicos de desenvolvimento, regulatórios e comerciais.
- Qualidade e variabilidade dos resultados: os resultados do trimestre foram beneficiados materialmente pela receita de licenciamento e pela receita de valor justo dos warrants, e não por receita de clientes ou menores custos operacionais recorrentes.
Resumo
O prejuízo da Aligos no 2º trimestre de 2026 diminuiu porque a receita de licenciamento compensou um aumento substancial nos gastos com desenvolvimento clínico. A conclusão do recrutamento e o avanço regulatório levaram adiante seu pipeline para hepatite B, mas a principal divulgação do B-SUPREME permanece a mais de um ano de distância, tornando os custos de P&D, os pagamentos de colaboração e o financiamento além do 4º trimestre de 2026 os principais itens a acompanhar.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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