Payoneer no 2º tri de 2026: receita sobe 5%, mas GAAP vira prejuízo
A Payoneer registrou receita de US$ 274,3 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 5% anual, impulsionada pelo crescimento de 48% no volume B2B. Apesar do aumento de 7% no EBITDA ajustado, a empresa reportou prejuízo líquido GAAP de US$ 2,4 milhões devido a maiores custos operacionais, despesas com a aquisição pela Nuvei e encargos financeiros. Com a pendência da fusão de US$ 2,75 bilhões, a empresa suspendeu projeções e recompras de ações. O foco dos investidores deve permanecer nas condições de fechamento do negócio, na pressão sobre as margens operacionais e na sensibilidade às taxas de juros.
Payoneer (NASDAQ: PAYO) reportou receita de US$ 274,3 milhões no 2º trimestre de 2026, alta de 5% ante US$ 260,6 milhões um ano antes, enquanto o EPS diluído passou de lucro de US$ 0,05 para prejuízo de US$ 0,01. O volume de pagamentos cresceu 15%, para US$ 23,7 bilhões, liderado por um aumento de 48% no volume B2B, mas custos operacionais e financeiros mais altos levaram a empresa a um prejuízo líquido GAAP, apesar da melhora do EBITDA ajustado.
Principais resultados financeiros
A receita subjacente de pagamentos cresceu mais rapidamente que o indicador principal. A receita excluindo receitas de juros aumentou 10%, para US$ 222,2 milhões, enquanto a receita de juros caiu 11%, pois as taxas mais baixas superaram parte do benefício proporcionado pelos maiores recursos de clientes.
A lucratividade reportada e a ajustada seguiram direções opostas. O EBITDA ajustado subiu 7%, mas o lucro operacional recuou e a Payoneer registrou prejuízo líquido de US$ 2,4 milhões após o aumento das despesas operacionais, dos custos relacionados a M&A e de outras despesas financeiras.
| Métrica | 2º tri de 2026 | 2º tri de 2025 | Variação anual |
|---|---|---|---|
| Receita | US$ 274,3 milhões | US$ 260,6 milhões | +5% |
| Receita excluindo receitas de juros | US$ 222,2 milhões | US$ 202,3 milhões | +10% |
| Receita de juros | US$ 52,1 milhões | US$ 58,3 milhões | -11% |
| Custos de transação como percentual da receita | 13,7% | 15,6% | -190 pontos-base |
| Lucro operacional | US$ 16,9 milhões | US$ 30,1 milhões | Queda de cerca de 44% |
| Margem operacional | Cerca de 6,2% | Cerca de 11,5% | Queda de cerca de 5,4 pontos percentuais |
| Lucro líquido (prejuízo) | −US$ 2,4 milhões | US$ 19,5 milhões | Passou a prejuízo |
| EPS diluído | −US$ 0,01 | US$ 0,05 | Passou a prejuízo |
| EBITDA ajustado | US$ 71,4 milhões | US$ 66,4 milhões | +7% |
| EBITDA ajustado excluindo receitas de juros | US$ 19,3 milhões | US$ 8,1 milhões | +138% |
O EBITDA ajustado e o EBITDA ajustado excluindo receitas de juros são medidas non-GAAP.
Desempenho dos negócios e canais
O B2B foi o principal motor do crescimento de volume, apoiado pela expansão nas principais regiões e pela contínua aquisição de clientes de maior porte, especialmente na China e na EMEA. O Checkout também cresceu rapidamente, enquanto o canal Marketplace registrou expansão comparativamente modesta.
| Métrica por canal | 2º tri de 2026 | Variação anual |
|---|---|---|
| Volume de SMB no Marketplace | US$ 12,4 bilhões | +2% |
| Volume B2B | US$ 4,3 bilhões | +48% |
| Volume do Checkout | US$ 332 milhões | +52% |
| Volume de pagamentos empresariais | US$ 6,6 bilhões | +22% |
| Receita total de clientes SMB | US$ 201 milhões | +10% |
| Receita de SMB no Marketplace | US$ 119 milhões | +2% |
| Receita de SMB B2B | US$ 69 milhões | +18% |
| Receita do Checkout | US$ 13 milhões | +51% |
A receita média por usuário aumentou 18%, para US$ 533, enquanto o ARPU excluindo receitas de juros avançou 22%. O take rate consolidado caiu 10 pontos-base, para 116 pontos-base, embora o take rate de clientes SMB tenha recuado apenas 2 pontos-base, para 118 pontos-base.
Os resultados regionais foram mistos. A receita na Grande China subiu aproximadamente 9%, para US$ 93,2 milhões, e a da Ásia-Pacífico aumentou cerca de 13%, para US$ 60,8 milhões. A EMEA ficou praticamente estável em US$ 68,3 milhões, enquanto a América Latina recuou aproximadamente 11%, para US$ 25,8 milhões.
Custos operacionais e de transações mais altos levaram ao prejuízo GAAP
As despesas operacionais totais aumentaram aproximadamente 12%, para US$ 257,3 milhões, superando o crescimento da receita. As despesas de pesquisa e desenvolvimento subiram de US$ 37,4 milhões para US$ 47,0 milhões, as despesas gerais e administrativas cresceram de US$ 37,0 milhões para US$ 48,4 milhões, e a depreciação e amortização alcançaram US$ 21,2 milhões, ante US$ 15,6 milhões.
As despesas relacionadas a M&A aumentaram de US$ 0,7 milhão para US$ 13,5 milhões. O montante do trimestre atual incluiu US$ 10,8 milhões em custos de terceiros, incluindo despesas ligadas à aquisição proposta da Nuvei, além de US$ 2,5 milhões em compensação relacionada à aquisição para funcionários e prestadores de serviços. Outras despesas financeiras também aumentaram de US$ 0,2 milhão para US$ 10,6 milhões.
Esses custos explicam grande parte da diferença entre o crescimento do EBITDA ajustado e os resultados GAAP mais fracos. A Payoneer gerou US$ 6,3 milhões em lucro antes dos impostos, mas registrou US$ 8,7 milhões em despesas com imposto de renda, resultando no prejuízo líquido trimestral.
Fluxo de caixa e balanço patrimonial
Nos primeiros seis meses de 2026, o fluxo de caixa operacional foi de US$ 113,0 milhões, abaixo dos US$ 124,4 milhões registrados no período comparável de 2025. Caixa e equivalentes de caixa totalizavam US$ 346,3 milhões em 30 de junho de 2026, em comparação com US$ 415,5 milhões ao fim de 2025.
A Payoneer recomprou US$ 92,7 milhões em ações ordinárias durante o primeiro semestre, incluindo US$ 16 milhões no 2º trimestre, a um preço médio ponderado de US$ 4,91 por ação. A empresa suspendeu as recompras durante o trimestre em conexão com a aquisição proposta e não pretende retomá-las enquanto a transação estiver pendente.
Separadamente, os recursos de clientes totalizavam aproximadamente US$ 7,7 bilhões ao fim do trimestre, alta de 10% em relação ao ano anterior. Esse crescimento compensou parcialmente o efeito das taxas de juros mais baixas sobre a receita de juros.
Transação com a Nuvei substitui projeções financeiras por marcos para conclusão
A Payoneer celebrou um acordo definitivo em 15 de junho de 2026, pelo qual a Nuvei adquirirá todas as ações da Payoneer em circulação por US$ 7,40 por ação em dinheiro. A transação tem valor estimado do capital próprio de aproximadamente US$ 2,75 bilhões e deve ser concluída em meados de 2027, sujeita à aprovação dos acionistas, às aprovações regulatórias exigidas e às condições habituais de fechamento.
O encerramento antecipado do período de espera previsto na Lei Hart-Scott-Rodino foi concedido em 28 de julho, mas outras condições para a conclusão permanecem. Se concluída, a Payoneer se tornará uma empresa de capital fechado e suas ações deixarão de ser negociadas na Nasdaq.
Devido à transação pendente, a Payoneer suspendeu as teleconferências de resultados e retirou suas projeções para 2026, bem como suas metas de médio e longo prazo. A empresa continuará divulgando resultados trimestrais e apresentando relatórios à SEC até que a aquisição seja concluída.
Transações recentes de insiders
Dados de insiders dos últimos seis meses reportam a compra de 3.265.228 ações em 11 transações e a venda de 25.000 ações em uma transação, resultando em compras líquidas reportadas de 3.240.228 ações. As dez entradas individuais mais recentes consistiram principalmente em concessões de ações a preço zero, além de uma doação de ações; a única venda entre elas foi realizada pela CFO Beatrice Ordonez.
| Período ou data | Insider | Atividade | Ações | Preço ou valor reportado |
|---|---|---|---|---|
| Últimos seis meses | Todos os insiders reportados | Compras, 11 transações | 3.265.228 | — |
| Últimos seis meses | Todos os insiders reportados | Vendas, 1 transação | 25.000 | — |
| 15 de junho de 2026 | Beatrice Ordonez, CFO | Venda | 25.000 | US$ 7,01 por ação; US$ 175.250 no total |
Riscos que os investidores devem acompanhar
- Risco de conclusão da transação: A aquisição pela Nuvei ainda exige aprovação dos acionistas, aprovações regulatórias adicionais e o cumprimento de outras condições de fechamento. A data esperada de conclusão em meados de 2027 não é garantida.
- Pressão sobre a lucratividade GAAP: As despesas operacionais cresceram mais rapidamente que a receita, enquanto as despesas relacionadas a M&A e as despesas financeiras contribuíram para a passagem do lucro ao prejuízo. A continuidade do crescimento das despesas poderia manter as margens reportadas sob pressão.
- Sensibilidade às taxas de juros: A receita de juros caiu 11%, apesar do crescimento de 10% nos recursos de clientes, mostrando que taxas mais baixas podem compensar o crescimento dos saldos.
- Pressão sobre o take rate: O volume total aumentou 15%, mas o take rate consolidado caiu 10 pontos-base. Uma queda contínua poderia limitar a eficiência com que o crescimento das transações se converte em receita.
Resumo
Os resultados da Payoneer no segundo trimestre mostraram aceleração da atividade B2B e do Checkout, maior ARPU e melhora do EBITDA ajustado, mas esses ganhos não se traduziram em lucro GAAP porque os custos operacionais, relacionados a aquisições e financeiros aumentaram. Os investidores agora precisam acompanhar as tendências de despesas, o take rate e o desempenho da receita de juros, além dos marcos societários e regulatórios da aquisição pendente pela Nuvei.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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