Ações da Oracle caem 4% para mínima de um ano: S&P rebaixa rating de crédito para BBB-, OpenAI é citada como risco
Em 20 de julho, horário do Leste, as ações da Oracle recuaram após a S&P Global rebaixar seu crédito para BBB-, citando a dependência excessiva da OpenAI, que compõe metade de seu backlog. O mercado penaliza o modelo "asset-heavy" da Oracle, evidenciado pelo déficit projetado de US$ 42 bilhões no fluxo de caixa livre até 2027 devido à expansão massiva de data centers. Enquanto concorrentes "asset-light" avançam, a Oracle enfrenta riscos de ociosidade operacional e alta alavancagem, com passivos atingindo US$ 218,7 bilhões e elevadas despesas de capital, refletindo a cautela dos investidores frente a companhias intensivas em capital.

TradingKey - Em 20 de julho, horário do Leste, a Oracle ( ORCL) viu suas ações caírem até 4%, para uma nova mínima desde abril de 2025. Até o momento desta publicação, as ações recuavam 2,94%, cotadas a US$ 122,69.
Segundo relatos, a S&P Global rebaixou recentemente a classificação de crédito da empresa para BBB-, a apenas um nível do status de 'junk'. Embora as ações tenham se recuperado da mínima intradia, o debate no mercado sobre essa gigante tradicional da tecnologia continua.

Fonte: TradingView
Downgrade da S&P: Gatilho Direto para a Queda das Ações da Oracle
Há apenas duas semanas, a S&P Global rebaixou a nota de crédito da Oracle para 'BBB-', deixando-a a apenas um passo do status de 'junk' (grau especulativo). A agência de classificação de risco citou um risco extremo de concentração de clientes: a OpenAI sozinha responde por cerca de metade do backlog de obrigações de desempenho remanescentes (RPO) de aproximadamente US$ 638 bilhões da Oracle. No entanto, a OpenAI enfrenta atualmente ventos contrários vindos do novo modelo de IA da China, o Kimi K3, além da pressão de um processo judicial movido pela Apple.
Enquanto isso, a S&P espera que o déficit de fluxo de caixa livre da empresa continue a se ampliar. Pressionado pela expansão massiva de data centers de IA, o déficit de fluxo de caixa livre da Oracle está projetado para atingir um saldo negativo de US$ 42 bilhões no ano fiscal de 2027.
A lógica do rebaixamento da S&P é clara: se a OpenAI enfrentar problemas ou até mesmo entrar em colapso, uma quantidade massiva da capacidade de data center que a Oracle construiu para ela ficará ociosa. As despesas operacionais, de manutenção e de depreciação continuarão a ser incorridas normalmente, mas sem a receita correspondente de clientes para cobri-las — deixando o balanço patrimonial para arcar com o impacto.
Divergência entre Pares: Mercado está punindo empresas "Asset-Heavy"
Em forte contraste com o preço das ações da Oracle atingindo a mínima de um ano, suas concorrentes subiram, com a Cloudflare, de ativos leves, ( NET) e a Snowflake ( SNOW) subindo 40,33% e 25,66%, respectivamente, este ano. Isso também prova que a queda da Oracle não é uma correção coletiva no setor de computação em nuvem para IA.
Da mesma forma, a CoreWeave, intensiva em capital, ( CRWV) também teve um desempenho abaixo do mercado, registrando uma queda de 25% este mês. Isso prova mais uma vez que o mercado está punindo empresas com modelos de 'alto capex + alto endividamento'.
A pressão sobre o fluxo de caixa da Oracle atingiu um nível extremo: o fluxo de caixa livre para o ano fiscal de 2026 é negativo em US$ 23,69 bilhões, enquanto as despesas de capital durante o mesmo período chegam a US$ 55,66 bilhões; o passivo total disparou para US$ 218,7 bilhões; as despesas de capital líquidas em caixa para o ano fiscal de 2027 são de aproximadamente US$ 70 bilhões e, se adiantamentos de clientes e diferenças de prazo no pagamento de fornecedores forem incluídos, espera-se que as despesas de capital totais atinjam de US$ 90 bilhões a US$ 95 bilhões.
Este conteúdo foi traduzido por IA e revisado por humanos. Ele é fornecido apenas para fins informativos e de referência, não constituindo aconselhamento financeiro ou recomendação de investimento.
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