Receita da BILL no 1T sobe 13% com crescimento do negócio principal impulsionando lucro GAAP
A BILL Holdings registrou receita total de US$ 353,8 milhões no primeiro trimestre fiscal encerrado em 30 de setembro de 2026, alta de 13% na comparação anual, impulsionada pelo crescimento nas taxas de transação e na plataforma integrada. A companhia reverteu prejuízos para lucro operacional GAAP de US$ 51,2 milhões e lucro líquido GAAP de US$ 60,3 milhões. O volume total de pagamentos subiu 14%, para US$ 101,8 bilhões. Apesar da retração na base total de clientes, a eficiência operacional e a expansão da plataforma sustentaram os resultados, embora riscos macroeconômicos, regulatórios e de crédito permaneçam no radar.
A BILL Holdings Inc. (NYSE: BILL) divulgou resultados mais fortes no primeiro trimestre fiscal, impulsionada pelo aumento da receita com transações e pelo crescimento em sua plataforma integrada de operações financeiras, o que elevou a receita total em 13% na comparação anual. A companhia também passou a registrar lucro operacional GAAP, mesmo com a queda no número total de empresas que utilizam suas soluções, em razão de uma retração nos clientes de Embedded Solutions & Other.
No trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026, a receita total subiu para US$ 353,8 milhões, ante US$ 314,5 milhões no mesmo período do ano anterior. A receita principal (core revenue), composta por taxas de assinatura e transação, aumentou 14%, para US$ 316,4 milhões, e representou cerca de 89% da receita total. A receita de float recuou 1%, para US$ 37,4 milhões.
As taxas de transação foram as principais responsáveis pelo crescimento, subindo de US$ 205,9 milhões para US$ 239,1 milhões. Já a receita de assinaturas avançou para US$ 77,3 milhões, ante US$ 70,8 milhões.
A BILL gerou um lucro operacional GAAP de US$ 51,2 milhões, em comparação com um prejuízo operacional de US$ 20,7 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. O lucro líquido GAAP foi de US$ 60,3 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 3,0 milhões. O lucro operacional não GAAP dobrou de US$ 68,2 milhões para US$ 136,9 milhões, enquanto o lucro líquido não GAAP subiu de US$ 70,2 milhões para US$ 119,1 milhões.
A margem bruta GAAP expandiu de 75,5% para 76,9%, e a margem bruta não GAAP atingiu 81,1%, acima dos 79,7% anteriores. A companhia reportou despesas operacionais menores em vendas e marketing, pesquisa e desenvolvimento e funções gerais e administrativas. Seus resultados não GAAP excluem itens como remuneração baseada em ações, amortização e custos de reestruturação.
Plataforma integrada impulsiona o crescimento principal
A receita principal da Plataforma Integrada da BILL, que engloba o BILL AP/AR e o BILL Spend & Expense, subiu 15%, para US$ 292,9 milhões. A receita principal do BILL AP/AR aumentou de US$ 178,6 milhões para US$ 200,4 milhões, enquanto a receita do Spend & Expense avançou de US$ 76,0 milhões para US$ 92,5 milhões. A receita de Embedded Solutions & Other foi de US$ 23,5 milhões, contra US$ 22,1 milhões no mesmo período do ano anterior.
O número de empresas na Plataforma Integrada aumentou de 216.000 para 233.400. Esse ganho foi neutralizado por uma queda nos clientes de Embedded Solutions & Other, que passaram de 282.500 para 241.900, deixando o total de empresas que utilizam as soluções da BILL em 475.300 — retração de 5% na comparação anual. Empresas que utilizam mais de uma solução são contabilizadas separadamente para cada produto.
A atividade na plataforma continuou a aumentar, apesar do menor número total de clientes. O volume total de pagamentos cresceu 14%, para US$ 101,8 bilhões, incluindo US$ 85,0 bilhões do BILL AP/AR, US$ 6,9 bilhões do Spend & Expense e US$ 9,9 bilhões de Embedded Solutions & Other. O total de transações processadas subiu 14%, para 38,1 milhões, impulsionado em parte por 22,3 milhões de transações do Spend & Expense.
A BILL informou que sua plataforma atendeu a quase 500.000 empresas e contava com 9,2 milhões de membros na rede. Com base na atividade do primeiro trimestre, a companhia reportou uma taxa anualizada de execução (run rate) do volume total de pagamentos de US$ 407 bilhões.
Estratégia e mudança contábil
A BILL apontou a aquisição de novos clientes, a maior adesão entre clientes existentes, a expansão da rede, o desenvolvimento da plataforma e a expansão internacional como seus principais motores de crescimento futuro. Sua plataforma combina contas a pagar, contas a receber, gestão de gastos e despesas corporativas e gestão de caixa para pequenas e médias empresas.
A partir de 1º de julho de 2026, a BILL alterou o tratamento contábil das recompensas pagas a empresas usuárias de seus cartões Spend & Expense. Essas recompensas passaram a ser registradas como dedução da receita de interchange dentro das taxas de assinatura e transação, em vez de despesas de vendas e marketing. Os períodos anteriores apresentados na apresentação foram ajustados retrospectivamente para fins de comparabilidade.
A apresentação não divulgou projeções financeiras detalhadas. A BILL alertou que suas expectativas para o futuro continuam sujeitas a condições macroeconômicas, variações nas taxas de juros e no câmbio, desdobramentos políticos e regulatórios, tarifas e outras barreiras comerciais. A companhia também citou, entre seus principais riscos, erros e fraudes no processamento de pagamentos, exposição a risco de crédito associada aos cartões Divvy e ao financiamento de faturas, concorrência, alterações nas regras das bandeiras de cartões e nas taxas de interchange, além de incertezas em relação ao desenvolvimento e à adoção de soluções com IA.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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