Vendas da Phibro no 1T sobem 6%, guidance para o AF2027 mantido
A Phibro Animal Health Corporation registrou alta de 6% nas vendas líquidas consolidadas, alcançando US$ 386,8 milhões no primeiro trimestre fiscal, impulsionada pelo crescimento em Nutrição Mineral e Produtos de Desempenho. O lucro líquido GAAP cresceu 11%, para US$ 29,5 milhões. Apesar da retração na margem do segmento principal de Saúde Animal, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2027, estimando vendas líquidas de até US$ 1,60 bilhão e EBITDA ajustado de até US$ 268 milhões. A alavancagem líquida encerrou o período em 2,6 vezes, com US$ 83 milhões em caixa.
A Phibro Animal Health Corporation (Nasdaq: PAHC) divulgou aumento nas vendas e nos lucros do primeiro trimestre fiscal e manteve suas projeções para o ano de 2027, mesmo com o recuo da rentabilidade em seu principal segmento, o de Saúde Animal. As vendas líquidas consolidadas aumentaram 6% na comparação anual, para US$ 386,8 milhões no trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026, enquanto o EBITDA ajustado avançou 4%, para US$ 64,3 milhões.
O lucro líquido GAAP cresceu 11%, para US$ 29,5 milhões, e o lucro por ação diluído avançou 11%, para US$ 0,72. O lucro líquido ajustado subiu 9%, para US$ 32,4 milhões, enquanto o LPA diluído ajustado registrou alta de 8%, para US$ 0,79. As métricas ajustadas da companhia excluem determinados itens não recorrentes, relacionados a aquisições e outros fatores, incluindo ganhos e perdas cambiais.
Vendas de Saúde Animal sobem; margem recua
A receita de Saúde Animal cresceu 3%, para US$ 293,0 milhões. As vendas de aditivos medicamentosos para rações (MFAs) e outros produtos subiram 6%, para US$ 206,5 milhões, compensando as quedas de 2% observadas tanto em especialidades nutricionais quanto em vacinas, que faturaram US$ 47,1 milhões e US$ 39,5 milhões, respectivamente.
Apesar do avanço na receita do segmento, o EBITDA ajustado de Saúde Animal caiu 1%, para US$ 73,9 milhões. A margem EBITDA ajustada da divisão encolheu 120 pontos-base, passando de 26,4% no ano anterior para 25,2%.
Os negócios de menor porte da Phibro apresentaram um ritmo de crescimento mais forte. As vendas de Nutrição Mineral aumentaram 17%, para US$ 73,6 milhões, enquanto o EBITDA ajustado avançou 36%, para US$ 6,2 milhões. Sua margem EBITDA ajustada expandiu 120 pontos-base, alcançando 8,4%.
A receita de Produtos de Desempenho subiu 16%, para US$ 20,2 milhões, e o EBITDA ajustado saltou 75%, para US$ 2,8 milhões. A margem EBITDA ajustada do segmento atingiu 13,9%, alta de 470 pontos-base. O EBITDA ajustado corporativo ficou negativo em US$ 18,6 milhões, frente ao saldo negativo de US$ 19,1 milhões apurado no mesmo trimestre do ano anterior.
Projeções para o ano fiscal de 2027 são mantidas
A Phibro manteve suas projeções para o ano fiscal de 2027 de vendas líquidas entre US$ 1,55 bilhão e US$ 1,60 bilhão e EBITDA ajustado de US$ 258 milhões a US$ 268 milhões. A companhia segue prevendo um lucro líquido GAAP de US$ 122 milhões a US$ 132 milhões e LPA diluído de US$ 2,98 a US$ 3,22.
O lucro líquido ajustado é estimado entre US$ 140 milhões e US$ 147 milhões, com LPA diluído ajustado de US$ 3,41 a US$ 3,59. A Phibro projeta uma alíquota efetiva de imposto ajustada de aproximadamente 20%. A companhia não apresentou a reconciliação entre suas métricas não GAAP projetadas e os números GAAP equivalentes, visto que determinados itens exigidos são incertos e potencialmente variáveis.
A administração declarou que os planos seguem dentro do cronograma para fechar uma unidade obtida na aquisição de MFAs da Zoetis durante o verão ou início do outono de 2027 no hemisfério norte. Além disso, o período de transição para a virginiamicina no Brasil terminou no fim de outubro. O guidance anual parte do pressuposto de que não haverá novas vendas do produto no Brasil no ano fiscal de 2027, muito embora as conversas com os órgãos reguladores brasileiros a respeito de indicações terapêuticas continuem.
Fluxo de caixa e alavancagem
O fluxo de caixa livre totalizou US$ 22 milhões no acumulado dos últimos 12 meses, englobando US$ 86 milhões de fluxo de caixa operacional deduzidos US$ 64 milhões em despesas de capital (capex). A Phibro reportou US$ 83 milhões em caixa e equivalentes de caixa em 30 de setembro.
A dívida total somou US$ 740 milhões, o que equivale a uma alavancagem bruta de 2,9 vezes com base no EBITDA ajustado de US$ 257 milhões dos últimos 12 meses. A dívida líquida foi de US$ 656 milhões, correspondendo a uma alavancagem líquida de 2,6 vezes. A empresa realizou a distribuição de dividendos trimestrais de US$ 0,12 por ação, totalizando US$ 4,9 milhões.
A Phibro mantém contratos de swap de taxa de juros referentes a US$ 150 milhões de sua dívida a uma taxa fixa de 3,18% acrescida de margem até setembro de 2029, e de US$ 275 milhões a 3,64% mais margem até fevereiro de 2030.
A companhia advertiu que suas estimativas continuam sujeitas a riscos e incertezas, incluindo os patamares futuros de endividamento e alavancagem, desdobramentos de caráter regulatório e as premissas em que se fundamentam suas projeções financeiras. Os resultados definitivos podem diferir substancialmente caso essas premissas não se confirmem ou caso os riscos citados venham a se concretizar.
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