Lucro operacional ajustado da Lincoln no 3T atinge US$ 339 milhões
A Lincoln reportou lucro operacional ajustado de US$ 339 milhões no terceiro trimestre de 2026, afetado por revisão de premissas. Desconsiderando o encargo, o resultado alcançou US$ 434 milhões, impulsionado por Seguro de Vida e Serviços de Previdência. O lucro líquido GAAP totalizou US$ 1,33 bilhão para os acionistas ordinários. A companhia avançou na alocação de capital com retomada de recompras de ações e resgate de preferenciais, elevando a liquidez para US$ 1,0 bilhão. Os riscos futuros envolvem volatilidade de mercados, taxas de juros, sinistralidade e incertezas regulatórias.
A Lincoln (LNC) reportou lucro operacional ajustado disponível aos acionistas ordinários de US$ 339 milhões, ou US$ 1,72 por ação diluída, no terceiro trimestre de 2026, após um encargo de US$ 95 milhões referente à revisão anual de premissas. Desconsiderando esse item relevante, o lucro operacional ajustado foi de US$ 434 milhões, ou US$ 2,20 por ação, já que os resultados mais fortes dos segmentos de Seguro de Vida e Serviços de Planos de Previdência ajudaram a compensar o desempenho mais fraco de Proteção em Grupo.
O lucro líquido GAAP no trimestre encerrado em 30 de setembro foi de US$ 1,40 bilhão. O lucro líquido disponível aos acionistas ordinários totalizou US$ 1,33 bilhão, ou US$ 6,77 por ação diluída.
A Lincoln também avançou em suas prioridades de capital durante o trimestre. A companhia retomou as recompras de ações, adquirindo US$ 50 milhões em ações ordinárias, e resgatou US$ 437 milhões em ações preferenciais por meio de ofertas públicas de aquisição. A liquidez da holding, líquida de pré-financiamentos, aumentou cerca de US$ 350 milhões na comparação com o final de 2025, alcançando aproximadamente US$ 1,0 bilhão, enquanto o índice de alavancagem situou-se na meta de longo prazo de 25%.
Vendas de anuidades migram para produtos baseados em spread
O lucro operacional de Anuidades, desconsiderando a revisão de premissas, foi de US$ 304 milhões, uma alta de 6% na comparação sequencial, mas queda de 4% em relação a igual período do ano anterior. O crescimento da receita de spread e o desempenho favorável dos mercados de ações foram compensados pela realocação de US$ 12 milhões da receita líquida de investimentos para receitas não operacionais e pela continuidade dos resgates em anuidades variáveis.
As vendas de anuidades subiram 21% em relação ao segundo trimestre, atingindo US$ 4,3 bilhões, com as vendas de anuidades fixas mais que dobrando. Os produtos baseados em spread representaram 67% das vendas trimestrais, respaldando a prioridade da Lincoln de diversificar o mix de resultados do segmento. Os saldos finais de contas somaram US$ 178 bilhões, alta de 3% em base anual, e os produtos baseados em spread responderam por 32% dos saldos, contra 29% um ano antes. O retorno sobre os saldos médios de contas melhorou pelo segundo trimestre consecutivo, alcançando 67 pontos-base.
Lucro de Vida sobe com avanço das vendas principais
O lucro operacional de Seguro de Vida, desconsiderando a revisão de premissas, aumentou para US$ 130 milhões, ante US$ 54 milhões no ano anterior. A Lincoln atribuiu a melhora ao aumento do rendimento de investimentos alternativos, à melhor experiência de mortalidade e ao impacto da consolidação de resseguradoras cativas. O lucro subjacente, excluindo retornos de investimentos alternativos acima ou abaixo da meta de longo prazo da companhia, avançou 38%.
As vendas totais de Seguro de Vida recuaram 64%, para US$ 106 milhões, devido à presença de grandes contratos de benefícios a executivos no mesmo período do ano anterior. As vendas principais, contudo, aumentaram 3%, lideradas por um salto de 36% nas vendas de vida universal indexada. A companhia afirmou que continua focada em produtos de acumulação e de compartilhamento de risco, novos negócios eficientes em capital e oportunidades para expandir o fluxo de caixa livre a partir de carteiras legadas.
Sinistralidade com invalidez pesa sobre Proteção em Grupo
O lucro operacional de Proteção em Grupo, desconsiderando a revisão de premissas, caiu de US$ 110 milhões no ano anterior para US$ 77 milhões. A experiência favorável no seguro de vida em grupo foi mais do que neutralizada pela severidade elevada dos sinistros de invalidez e pela moderação frente aos níveis de incidência de invalidez de longo prazo anteriormente favoráveis.
Os prêmios avançaram 3%, para US$ 1,39 bilhão, incluindo um crescimento de 5% em mercados locais e uma alta de 32% nos prêmios de saúde suplementar. O índice de sinistralidade de invalidez subiu seis pontos percentuais em base anual, para 83%, refletindo a experiência menos favorável com invalidez. As prioridades da Lincoln para essa divisão incluem expandir produtos no mercado local e de saúde suplementar, aumentar a eficiência de capital e modernizar sua plataforma de sinistros.
O lucro operacional de Serviços de Planos de Previdência avançou 20%, para US$ 55 milhões, impulsionado pela expansão de spreads, mercados acionários favoráveis e um item extraordinário de US$ 3 milhões. Os saldos finais de contas cresceram 4%, para US$ 128 bilhões, enquanto o retorno sobre os saldos médios de contas atingiu 17 pontos-base. A apresentação indicou que uma menor atividade no segmento de médio a grande porte pesou sobre as vendas de primeiro ano.
Receita de investimentos e posicionamento da carteira
A carteira de investimentos de US$ 138 bilhões da Lincoln manteve 97% em grau de investimento, com rating médio A-. O rendimento da carteira aumentou 20 pontos-base na comparação sequencial, para 4,93%, sustentado por um rendimento de novos investimentos de 6,1%.
Os investimentos alternativos geraram US$ 176 milhões em lucro antes dos impostos. A carteira registrou retorno trimestral de 4,1%, o equivalente a 16,5% anualizados, superando a meta de retorno de longo prazo de 10% da Lincoln. Em comparação a essa meta, a receita de investimentos alternativos proporcionou um benefício após impostos de US$ 55 milhões ao lucro operacional ajustado trimestral.
Mudanças na divulgação contábil ligadas a resseguro começam no quarto trimestre
A partir do quarto trimestre de 2026, a Lincoln planeja aprimorar sua definição de lucro operacional ajustado, excluindo a amortização de ganhos ou perdas diferidos de carteiras transferidas via resseguro. Juntamente com os efeitos estimados da transação de resseguro com a Talcott, a companhia projeta um impacto no lucro operacional por segmento no quarto trimestre de US$ 12 milhões a US$ 17 milhões positivos para Seguro de Vida, de US$ 6 milhões a US$ 1 milhão negativos para Outras Operações e de US$ 1 milhão positivo para Anuidades.
Para todo o ano de 2027, a Lincoln estima o impacto combinado entre US$ 48 milhões e US$ 58 milhões positivos para Seguro de Vida, entre US$ 25 milhões e US$ 15 milhões negativos para Outras Operações e de US$ 4 milhões positivos para Anuidades. Essas estimativas são projeções prospectivas e podem divergir dos resultados reais.
A Lincoln apontou as condições econômicas e dos mercados de capitais, variações nas taxas de juros, volatilidade nas bolsas, comportamento dos segurados, experiência de mortalidade e morbidade, cobrabilidade de resseguros, mudanças regulatórias e deterioração de crédito como principais incertezas. Outros riscos incluem falhas de segurança cibernética e interrupções tecnológicas, pressões competitivas, alterações de rating e a possibilidade de que iniciativas ou transações estratégicas não entreguem os benefícios previstos.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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