Arq registra receita recorde no 3T, eleva guidance de EBITDA para 2026
A Arq Inc. divulgou receita trimestral recorde de US$ 38,2 milhões e retorno à lucratividade GAAP no terceiro trimestre de 2026, com lucro líquido de US$ 2,5 milhões e salto na margem bruta para 39,7%. O EBITDA ajustado cresceu 71%, para US$ 8,8 milhões. A empresa elevou o guidance de EBITDA ajustado para 2026 para entre US$ 19 milhões e US$ 20 milhões. Os riscos incluem dependência de mercados finais, desafios na execução de novos produtos para PFAS e potenciais necessidades de capital para GAC.
A Arq Inc. (Nasdaq: ARQ) divulgou receita trimestral recorde e o retorno à lucratividade GAAP no terceiro trimestre de 2026, impulsionada por maiores volumes de carvão ativado em pó e por uma rentabilidade mais sólida do PAC. A empresa de tecnologia ambiental também elevou sua projeção de EBITDA ajustado para o ano de 2026 para entre US$ 19 milhões e US$ 20 milhões, frente à meta inicial de US$ 17 milhões a US$ 20 milhões.
A receita avançou 9% na comparação anual, para US$ 38,2 milhões, ante US$ 35,1 milhões, refletindo a contínua melhora nos volumes de vendas de PAC. O lucro líquido atingiu US$ 2,5 milhões, revertendo o prejuízo de US$ 0,9 milhão apurado no terceiro trimestre de 2025.
A margem bruta alcançou 39,7%, um salto de cerca de 1.100 pontos-base frente aos 28,8% registrados um ano antes e o nível mais alto em 11 trimestres. A Arq atribuiu a expansão aos ganhos de rentabilidade do PAC. As despesas com pesquisa e desenvolvimento recuaram US$ 1,8 milhão com a otimização do foco da companhia.
O EBITDA ajustado, métrica não contábil (não GAAP), subiu 71%, para US$ 8,8 milhões, contra US$ 5,2 milhões um ano antes. O resultado marcou o 10º trimestre consecutivo de EBITDA ajustado positivo para a Arq.
Posição de caixa se fortalece
O caixa e o caixa restrito totalizaram US$ 19,1 milhões em 30 de setembro, alta de 23% na base anual, frente a US$ 15,5 milhões, e de 57% em relação ao segundo trimestre de 2026. O caixa livre aumentou para US$ 7,8 milhões, comparado a US$ 0,9 milhão em 30 de junho.
Para todo o ano de 2026, a Arq projeta receita de US$ 120 milhões a US$ 125 milhões e EBITDA ajustado de US$ 19 milhões a US$ 20 milhões, ante US$ 13,2 milhões em 2025. O guidance assume volumes de PAC entre 122 milhões e 125 milhões de libras, contra 117 milhões de libras em 2025, e preço médio de venda de US$ 0,88 a US$ 0,91 por libra. Produtos fora da linha PAC e outros químicos devem responder por 13% a 15% da receita.
A companhia mira uma taxa anualizada de saída (exit run rate) do EBITDA ajustado de US$ 30 milhões até o fim de 2027 em seu negócio de PAC. A Arq destacou que os motores de crescimento esperados para 2027 incluem ganhos de eficiência operacional, maior produtividade e expansão de vendas, embora a meta permaneça sujeita à execução e às condições de mercado.
Testes de produto para PFAS continuam
A Arq está testando um produto especializado de PAC desenvolvido para remover baixas concentrações de substâncias per e polifluoroalquil (PFAS) da água. Ensaios estão em andamento com múltiplos clientes, com pedidos de patente pendentes. Os testes devem prosseguir até o quarto trimestre de 2026, sem previsão de contribuição financeira relevante neste ano e com expectativa de vendas iniciais em 2027.
O produto é voltado principalmente para concessionárias que operam perto do limite regulatório de conformidade de quatro partes por trilhão da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). A Arq afirmou que a solução é compatível com a infraestrutura de PAC existente, permitindo potencialmente que certos clientes tratem PFAS sem grandes aportes de capital. Os volumes de teste vêm sendo comercializados a preços significativamente superiores aos dos produtos tradicionais de PAC, segundo a apresentação.
A empresa estima um mercado endereçável inicial de cerca de 160 milhões de libras em 2029. No entanto, a Arq ressaltou que o PAC não atende a todos os níveis de contaminação por PFAS. O carvão ativado granular (GAC) segue como solução em potencial para aplicações de maior contaminação.
A revisão da Arq sobre suas operações de GAC está praticamente concluída, mas a empresa não prevê produção de GAC em 2027. O plano potencial de GAC demandaria um capital estimado entre US$ 40 milhões e US$ 60 milhões, com prazo de aproximadamente 18 meses para financiamento, obras e comissionamento. O cronograma e a viabilidade do projeto dependem de captação de recursos, adequações na fábrica e execução bem-sucedida.
Principais mercados e riscos
A Arq segue dependente da demanda recorrente dos setores de geração de energia e saneamento, enquanto se expande para purificação de água e outras aplicações. A companhia informou ter reduzido em 36% os volumes vendidos para termelétricas a carvão entre 2022 e 2025, como parte de sua estratégia para diversificar a exposição a mercados finais.
A gestão espera que as exigências de monitoramento e conformidade relacionadas a PFAS sustentem a demanda por carvão ativado. O monitoramento inicial e a divulgação pública de relatórios estão previstos para começar em abril de 2027, enquanto os sistemas de água afetados têm prazos de conformidade entre 2029 e 2031, conforme a estrutura regulatória descrita na apresentação.
As perspectivas continuam sujeitas a mudanças regulatórias ou litígios judiciais, oscilações na geração a carvão, concorrência, inflação de custos de insumos, tarifas, paralisações operacionais e desafios técnicos ou de inicialização (startup). A Arq também apontou riscos associados a refinanciamento de dívidas, acesso a crédito adicional, comercialização de novos produtos e à capacidade de corrigir falhas de projeto ou custear modificações em sua unidade de GAC.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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