EBITDA ajustado do 3T da Pursuit sobe 7%, guidance para 2026 é reafirmado
A Pursuit registrou resultados recordes no terceiro trimestre de 2026, com alta de 4% na receita, para US$ 251,5 milhões, e avanço de 7% no EBITDA ajustado, alcançando US$ 125,5 milhões, sustentada por preços maiores e forte demanda hoteleira. A empresa reiterou seu *guidance* de EBITDA ajustado para o ano inteiro, com crescimento projetado de 14% sobre 2025. O balanço encerrou setembro com US$ 293,0 milhões em liquidez e alavancagem reduzida a 0,6 vez. Os principais riscos incluem a sazonalidade operacional, impactos climáticos, flutuações cambiais e incertezas na execução de projetos de capital e aquisições.
A Pursuit (NYSE: PRSU) divulgou resultados recordes para o terceiro trimestre de 2026, impulsionada pelos preços mais altos das atrações e pelo desempenho hoteleiro mais forte, que elevaram o EBITDA ajustado, apesar do impacto do clima sobre o público das atrações. A operadora de viagens experienciais também reiterou suas projeções de EBITDA ajustado para o ano completo, cujo ponto médio representa um crescimento de 14% em relação a 2025.
A receita aumentou 4%, passando de US$ 241,0 milhões no ano anterior para US$ 251,5 milhões. Excluindo a aquisição da Eagle Wing Tours e o desinvestimento das atrações Flyover em julho, a receita cresceu 6%, de acordo com a empresa.
O lucro líquido atribuível à Pursuit aumentou de US$ 73,9 milhões para US$ 82,8 milhões. O EBITDA ajustado, uma métrica não contábil (não GAAP), subiu 7%, de US$ 117,4 milhões para US$ 125,5 milhões, refletindo principalmente a conversão do aumento de receita e a expansão de margens. A margem EBITDA ajustada ficou em torno de 50%, ante 49% no mesmo trimestre do ano anterior.
O lucro líquido ajustado avançou de US$ 75,3 milhões para US$ 85,0 milhões. Os resultados da Pursuit incluem a Flyover até a data da venda, em 31 de julho; a unidade contribuiu com US$ 5,6 milhões em receita e US$ 2,4 milhões em EBITDA ajustado no terceiro trimestre.
Preços e demanda hoteleira sustentam o crescimento
A receita de ingressos de atrações no conceito mesmas unidades aumentou 6%, para US$ 93,2 milhões. O preço efetivo do ingresso subiu 9% em moeda constante, mais do que compensando a queda de 2% no número de visitantes, atribuída pela Pursuit principalmente a impactos climáticos no Canadá. A receita das mesmas atrações, incluindo receitas além da venda de ingressos, avançou de US$ 114,2 milhões para US$ 121,8 milhões.
O segmento de hotelaria apresentou um crescimento mais amplo. A receita de quartos no conceito mesmas unidades subiu 7%, para US$ 60,4 milhões, enquanto a receita por quarto disponível (RevPAR) aumentou 9%. A diária média (ADR) cresceu 7%, e a taxa de ocupação melhorou dois pontos percentuais, atingindo 92,3%. A empresa atribuiu o desempenho à demanda por seus destinos de viagens experienciais e aos seus esforços para aprimorar a experiência dos hóspedes.
Entre as linhas de negócios, a receita reportada de hospedagem aumentou de US$ 59,7 milhões para US$ 63,7 milhões, a receita de alimentos e bebidas subiu de US$ 35,9 milhões para US$ 37,9 milhões e a receita de transporte passou de US$ 5,5 milhões para US$ 6,0 milhões. A receita de ingressos ficou em US$ 101,1 milhões, praticamente estável em relação aos US$ 100,4 milhões do ano anterior, refletindo o efeito da venda da Flyover somado ao crescimento no restante do portfólio.
Projeções para o ano completo são reiteradas
A Pursuit manteve sua perspectiva de EBITDA ajustado para 2026 entre US$ 130 milhões e US$ 136 milhões, em comparação com US$ 117,1 milhões em 2025. Excluindo a Flyover, a empresa projeta um EBITDA ajustado de US$ 123 milhões a US$ 129 milhões. A companhia não forneceu uma reconciliação contábil (GAAP) para essa métrica prospectiva não GAAP, visto que alguns itens conciliatórios não podem ser previstos de forma razoável.
A receita para o ano completo deve ser de cerca de US$ 485 milhões no ponto médio, ou US$ 460 milhões sem a Flyover. O guidance incorpora entre US$ 9 milhões e US$ 11 milhões de EBITDA ajustado incremental decorrente das aquisições da Tabacón e da Eagle Wing Tours, além de cerca de US$ 7 milhões da Flyover antes de sua venda. As estimativas também consideram uma taxa de câmbio de US$ 0,71 por dólar canadense no quarto trimestre.
A Pursuit projeta investimentos em expansão (capex de crescimento) entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões em 2026 e capex de manutenção entre US$ 31 milhões e US$ 36 milhões. Os dispêndios totais de capital (capex) estão previstos entre US$ 103 milhões e US$ 114 milhões.
A administração apontou o crescimento contínuo nas experiências existentes, o ritmo inicial de reservas de hospedagem para 2027 e a demanda de parceiros de viagens e turismo como os principais motores para o próximo ano. Espera-se que os projetos orgânicos concluídos contribuam mais do que eventuais transtornos causados por obras ainda em andamento. A Eagle Wing Tours, adquirida em julho, deve adicionar aproximadamente US$ 1 milhão de EBITDA ajustado incremental em 2027, enquanto a Flyover contribuiu com cerca de US$ 7 milhões para o EBITDA ajustado de 2026 antes de sua venda.
Os projetos com conclusão ou reabertura programadas para a temporada de 2027 incluem a Woodland Wing do Forest Park Hotel, o Hotel Whitefish, a Denali Backcountry Adventure, as cabanas do St. Mary Wildscape, o Prince of Wales Hotel e as vilas premium de Tabacón. A Pursuit também avança em projetos de longo prazo no Banff Jasper Lake Cruise, Jasper SkyTram, Pyramid Lake Lodge, Banff Gondola e Lobstick Lodge.
A empresa manteve suas metas da Vision 2030 de mais de US$ 845 milhões em receita, mais de US$ 265 milhões em EBITDA ajustado e uma margem EBITDA ajustada superior a 30%. Esses objetivos excluem a Flyover e dependem do crescimento nas propriedades existentes, de mais de US$ 300 milhões em investimentos planejados em crescimento orgânico entre 2026 e 2030, além de potenciais aquisições.
Balanço patrimonial e riscos
A Pursuit encerrou setembro com US$ 293,0 milhões em liquidez, incluindo US$ 64,3 milhões em caixa e US$ 228,7 milhões em capacidade disponível de linha de crédito rotativo. A dívida líquida caiu para US$ 69,9 milhões, frente aos US$ 214,0 milhões no encerramento do segundo trimestre, enquanto a alavancagem líquida diminuiu de 1,5 vez para 0,6 vez. A faixa-meta de longo prazo da empresa é de 2,0 a 3,5 vezes.
As perspectivas continuam expostas à natureza sazonal das operações da Pursuit, a condições climáticas e desastres naturais, interrupções em viagens, demanda do consumidor, flutuações cambiais, disponibilidade de mão de obra e elevação dos custos operacionais. A companhia também citou riscos de execução relacionados a projetos de capital e aquisições, incluindo a possibilidade de os investimentos não alcançarem os retornos previstos, além de incertezas quanto à concretização dos benefícios decorrentes da venda da Flyover.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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