Lucro Operacional Não-GAAP da Uber Sobe 38% no Q3 de 2026
A Uber Technologies Inc. registrou forte crescimento nas reservas brutas e no lucro operacional não GAAP no terceiro trimestre, impulsionada pela expansão nas divisões de Mobilidade e Entregas. As reservas brutas subiram 20%, para US$ 59,82 bilhões, enquanto o lucro operacional não GAAP avançou 38%, alcançando US$ 2,30 bilhões. O lucro líquido GAAP caiu para US$ 512 milhões devido a bases comparativas fiscais do ano anterior. O fluxo de caixa livre trimestral aumentou para US$ 2,54 bilhões. Os principais riscos destacados envolvem concorrência, questões regulatórias e condições econômicas globais.
A Uber Technologies Inc. (UBER) relatou um forte crescimento nas reservas do terceiro trimestre e no lucro operacional principal, com o aumento no uso da plataforma e os ganhos nos segmentos de Mobilidade e Entregas compensando o crescimento mais lento da receita divulgada. O lucro operacional não GAAP aumentou 38% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 2,30 bilhões, enquanto as reservas brutas subiram 20%, para US$ 59,82 bilhões, tanto na base divulgada quanto em taxa de câmbio constante.
A receita do trimestre encerrado em 30 de setembro subiu 10%, atingindo US$ 14,77 bilhões. A Uber informou que mudanças no modelo de negócios reduziram o crescimento da receita divulgada e em moeda constante em oito pontos percentuais, tornando as reservas brutas um indicador mais amplo da atividade na plataforma durante o período.
O lucro operacional não GAAP representou 3,9% das reservas brutas, ante 3,4% no ano anterior. O lucro líquido não GAAP aumentou para US$ 1,80 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão do ano anterior, enquanto o lucro por ação não GAAP subiu 35%, para US$ 0,88.
Na base GAAP, o lucro operacional aumentou para US$ 1,45 bilhão, ante US$ 1,11 bilhão. No entanto, o lucro líquido atribuível à Uber caiu para US$ 512 milhões, ou US$ 0,25 por ação diluída, em comparação a US$ 6,63 bilhões, ou US$ 3,11 por ação, no mesmo trimestre do ano anterior. O resultado do ano anterior incluiu um benefício fiscal de imposto de renda de US$ 4,05 bilhões e US$ 1,43 bilhão em outras receitas, em comparação com uma provisão para impostos de US$ 244 milhões e US$ 616 milhões em outras despesas no trimestre mais recente.
Expansão da atividade da plataforma
A Uber realizou 4,06 bilhões de viagens no trimestre, um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de consumidores ativos mensais na plataforma subiu 14%, atingindo 215 milhões, enquanto as viagens mensais por consumidor aumentaram 2%, para 6,3.
O segmento de Mobilidade continuou sendo o maior contribuidor para o lucro da Uber. As reservas brutas do segmento alcançaram US$ 29,51 bilhões, alta de 17% em moeda constante. A receita de Mobilidade foi de US$ 7,52 bilhões, queda de 2% em moeda constante, enquanto o lucro operacional do segmento saltou 27%, para US$ 2,36 bilhões. A margem operacional do segmento, medida em relação às reservas brutas, expandiu para 8,0%, ante 7,4%.
As reservas brutas de Entregas aumentaram 23% em moeda constante, para US$ 28,54 bilhões. A receita também cresceu 23% em moeda constante, atingindo US$ 5,49 bilhões, com a margem de receita se mantendo em 19,2%. O lucro operacional de Entregas subiu 30%, para US$ 1,06 bilhão, e sua margem operacional avançou para 3,7% das reservas brutas, ante 3,5% no ano anterior.
A receita de Fretes avançou 34% em moeda constante, para US$ 1,76 bilhão. O negócio permaneceu sem gerar lucro, registrando um prejuízo operacional no segmento de US$ 33 milhões, em comparação com o prejuízo de US$ 40 milhões no mesmo trimestre do ano anterior. Sua margem operacional negativa reduziu-se de 3,1% para 1,9%.
Os custos corporativos gerais e administrativos e de pesquisa e desenvolvimento da plataforma somaram US$ 1,08 bilhão na base de segmentos, ante US$ 960 milhões no ano anterior.
Geração de caixa e balanço patrimonial
O caixa líquido gerado pelas atividades operacionais aumentou para US$ 2,64 bilhões, ante US$ 2,33 bilhões. O fluxo de caixa livre trimestral subiu para US$ 2,54 bilhões, em comparação com US$ 2,23 bilhões, enquanto o fluxo de caixa livre acumulado em 12 meses atingiu US$ 10,42 bilhões, subindo de US$ 8,66 bilhões.
A Uber encerrou o mês de setembro com US$ 9,56 bilhões em caixa e equivalentes de caixa, ante US$ 7,11 bilhões no final de 2025. A dívida de longo prazo aumentou de US$ 10,52 bilhões para US$ 15,66 bilhões no mesmo período. A empresa recomprou US$ 750 milhões em ações ordinárias durante o trimestre e US$ 4,28 bilhões nos primeiros nove meses de 2026.
A Uber afirmou que o EBITDA Ajustado deixou de ser uma métrica principal utilizada pela administração e está sendo divulgado para apoiar a transição para suas novas métricas não GAAP. O EBITDA Ajustado foi de US$ 2,96 bilhões no terceiro trimestre, ante US$ 2,26 bilhões no mesmo período do ano anterior. A empresa alertou que suas métricas não GAAP excluem itens como certas despesas judiciais e regulatórias, custos de reestruturação, custos relacionados a aquisições e outros itens que podem afetar a comparabilidade com os resultados GAAP.
A apresentação identificou a concorrência, desdobramentos legais e regulatórios, relacionamentos com motoristas e entregadores, investimentos em novos produtos, engajamento na plataforma, marca e reputação, além das condições econômicas globais, como as principais incertezas. A Uber também afirmou que as métricas não GAAP projetadas não podem ser reconciliadas com seus equivalentes GAAP mais próximos sem um esforço desproporcional, uma vez que alguns itens judiciais, de investimentos, fiscais, regulatórios e de financiamento não podem ser previstos de forma confiável.
Este artigo pode conter conteúdo gerado ou traduzido por IA, revisado por humanos, destinado apenas para referência e informações gerais, não constituindo recomendação de investimento.
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