Lucro da Primoris no 3º Trimestre Cai Enquanto Carteira de Pedidos Atinge Recorde de US$ 14,1 Bi
A Primoris Services Corporation registrou receita e lucro menores no terceiro trimestre devido à retração no segmento de Energia, que superou a melhora em Utilities. A receita caiu 10,4% para US$ 1,95 bilhão e o lucro líquido recuou para US$ 51,3 milhões. Em contrapartida, a empresa encerrou setembro com um backlog recorde de US$ 14,1 bilhões, impulsionado por contratos de serviços em transmissão e distribuição de energia. Para 2026, a companhia projeta EBITDA ajustado entre US$ 290 milhões e US$ 310 milhões e anunciou um programa de recompra de ações de US$ 250 milhões.
A Primoris Services Corporation reportou receita e lucro menores no terceiro trimestre, uma vez que o fraco desempenho no segmento de Energia superou a melhora nos resultados de Utilities (Serviços Públicos). No entanto, a empreiteira especializada encerrou setembro com um backlog total recorde de US$ 14,1 bilhões, sustentado pela crescente demanda no âmbito de contratos mestre de serviços (MSAs) do segmento de Utilities, principalmente em transmissão e distribuição de energia.
A receita recuou 10,4%, para US$ 1,95 bilhão no terceiro trimestre de 2026, ante US$ 2,18 bilhões no mesmo período do ano anterior. O lucro líquido caiu para US$ 51,3 milhões, ou US$ 0,95 por ação diluída, em comparação aos US$ 94,6 milhões, ou US$ 1,73 por ação, registrados um ano antes.
O lucro líquido ajustado foi de US$ 64,9 milhões, em comparação com US$ 103,1 milhões no mesmo trimestre do ano anterior, enquanto o lucro diluído por ação ajustado caiu de US$ 1,88 para US$ 1,20. O EBITDA ajustado diminuiu de US$ 168,7 milhões para US$ 134,4 milhões.
O lucro bruto consolidado caiu para US$ 204,7 milhões, vindo de US$ 235,7 milhões, com a margem bruta recuando levemente de 10,8% para 10,5%. O lucro operacional diminuiu de US$ 137 milhões para US$ 94,9 milhões, reduzindo a margem operacional de 6,3% para 4,9%.
Segmento de Utilities compensa parte da queda em Energia
A receita do segmento de Utilities aumentou para US$ 770,9 milhões, ante US$ 737,5 milhões. O lucro bruto do segmento subiu de US$ 86 milhões para US$ 100,2 milhões, elevando a margem bruta de 11,7% para 13%. O lucro operacional aumentou de US$ 55,1 milhões para US$ 70,1 milhões, enquanto a margem operacional se expandiu de 7,5% para 9,1%. A Primoris atribuiu as fortes margens de Utilities às suas operações de Transmissão e Distribuição de Energia (Power Delivery) e Operações de Gás.
A receita do segmento de Energia caiu para US$ 1,22 bilhão, ante US$ 1,49 bilhão. O lucro bruto recuou de US$ 149,7 milhões para US$ 104,5 milhões, e a margem bruta encolheu de 10,1% para 8,5%. O lucro operacional do segmento despencou de US$ 108,6 milhões para US$ 51 milhões, com a margem operacional caindo de 7,3% para 4,2%.
A empresa também afirmou que o crescimento da receita e do backlog da PayneCrest superou suas expectativas, embora a apresentação não tenha fornecido números financeiros separados para esse negócio.
Backlog atinge nível recorde
O backlog total somava US$ 14,07 bilhões em 30 de setembro, ante US$ 13,86 bilhões no final do segundo trimestre e US$ 11,06 bilhões um ano antes. O backlog de contratos mestre de serviços (MSA) aumentou sequencialmente de US$ 8,15 bilhões para US$ 8,50 bilhões, enquanto o backlog fixo ficou em US$ 5,57 bilhões, em comparação com US$ 5,70 bilhões no encerramento do segundo trimestre.
A administração informou que o aumento sequencial do backlog foi impulsionado pelo crescimento dos contratos MSA em Utilities, liderado pela demanda por transmissão e distribuição de energia. O segmento de Energia representou 57% do backlog total, enquanto Utilities respondeu pelos 43% restantes.
A Primoris busca aumentar a receita recorrente de contratos MSA para melhorar a estabilidade e a previsibilidade de seus negócios. A receita de MSA somou US$ 2,8 bilhões nos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2026, em comparação com US$ 2,4 bilhões em todo o ano de 2025. A empresa também permanece focada no controle das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A) como percentual da receita. O SG&A representou 5,9% da receita nos últimos 12 meses acumulados, ante 5,3% em 2025.
Perspectivas para 2026 e alocação de capital
Em 4 de novembro, a Primoris previa para todo o ano de 2026 um LPA diluído entre US$ 1,20 e US$ 1,35 e um LPA diluído ajustado de US$ 2,10 a US$ 2,25. A empresa projetou um EBITDA ajustado de US$ 290 milhões a US$ 310 milhões, correspondendo a um lucro líquido GAAP projetado de US$ 65,2 milhões a US$ 73,2 milhões.
A Primoris espera que as despesas SG&A para o ano inteiro fiquem na faixa de pouco mais de 6% como percentual da receita, com uma alíquota efetiva de imposto de aproximadamente 33%. As despesas com juros estão projetadas entre US$ 43 milhões e US$ 47 milhões.
As faixas-meta de margem bruta da empresa para 2026 são de 10% a 12% para Utilities e de 6% a 8% para Energia. Os investimentos em capital (Capex) no quarto trimestre devem totalizar entre US$ 30 milhões e US$ 40 milhões, incluindo US$ 20 milhões a US$ 30 milhões destinados a equipamentos de construção.
A Primoris também anunciou a autorização de um programa de recompra de ações de US$ 250 milhões. A apresentação não especificou o cronograma ou o montante das recompras.
As perspectivas são baseadas nas premissas da administração em 4 de novembro e permanecem sujeitas a incertezas comerciais, econômicas e concorrenciais. A Primoris alertou que os resultados reais podem diferir materialmente de suas declarações prospectivas.
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